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Museus italianos lamentam decapitação de arqueólogo sírio

20/08/2015 14h27

Roma, 20 Ago 2015 (AFP) - Museus e parques arqueológicos da Itália hastearam nesta quinta-feira a bandeira a meio mastro para homenagear o famoso arqueólogo sírio Khaled al-Assaad, diretor por 40 anos do parque arqueológico de Palmyra, decapitado pelo Estado Islâmico.

A decisão foi tomada pelo ministro da Cultura, Dario Franceschini, seguindo a proposta do prefeito de Turim, Piero Fassino, indignado com a execução de um dos principais especialistas em arqueologia do Oriente Médio, chefe de antiguidades de Palmyra de 1963 a 2003.

Assaad, de 82 anos, foi executado pelos jihadistas na terça-feira à tarde na famosa cidade antiga, na província de Homs (centro). Seu corpo foi pendurado em um poste e sua cabeça abandonada no chão.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, propôs que a assembleia organizada por seu partido, o Partido Democrático (esquerda) durante o verão, chamada de "Festa da Unidade", seja dedicada ao arqueólogo.

"Não devemos ceder à barbárie", escreveu Renzi em um tuíte.

A Unesco, França e os Estados Unidos denunciaram o assassinato "brutal" cometido por "bárbaros".

No cartaz colocado sobre o corpo de Al Asaad, os jihadistas o acusam de ser um partidário do regime sírio, por tê-lo representado em conferências no exterior junto com "infiéis" e de ser o diretor dos "ídolos" de Palmira.

Os jihadistas tomaram a antiga cidade de Palmira, Patrimônio Mundial da Unesco por suas famosas ruínas, em 21 de maio.

A versão extremista do Islã promovido pelo EI proíbe visitas a esses sítios arqueológicos ou históricos, e considera as estátuas de figuras humanas e animais como idolatria.

Segundo a ONU, mais de 300 locais históricos sírios foram danificados, destruídos ou saqueados desde o início do conflito em 2011.

bur-kv/eg/mr

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