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Morreu o escritor E.L. Doctorow, autor de "Ragtime"

22/07/2015 12h32

Nova York, 22 Jul 2015 (AFP) - O escritor americano E.L. Doctorow, famoso por suas obras de ficção históricas, entre elas "Ragtime" e "Billy Bathgate", morreu na terça-feira, aos 84 anos, anunciou seu filho ao jornal The New York Times.

E.L Doctorow morreu em um hospital de Nova York em consequência de um câncer de pulmão, segundo Richard Doctorow.

"E.L. Doctorow era um dos maiores escritores americanos. Seus livros me ensinaram muito, sentiremos sua falta", tuitou o presidente Barack Obama.

O escritor, que nasceu no bairro nova-iorquino do Bronx, em uma família judia de ascendência russa, tinha um talento audacioso e pouco convencional, o que garantiu uma reputação de criador experimentador.

Ao longo da carreira de seis décadas, escreveu 15 romances, de obras de ficção científica a aventuras no faroeste e policiais.

Cada obra partia de diferentes fatos com elementos de ficção que davam a esses acontecimentos uma nova direção.

Edgar Lawrence Doctorow estudou no Kenyon College de Ohio e fez pós-graduação em arte dramática na Universidade de Columbia.

Foi em Columbia que conheceu aquela que seria sua futura esposa, Helen Setzer, com quem teve três filhos, um menino e duas meninas.

Depois de trabalhos transitórios e no mundo editorial, Doctorow publicou em 1960 seu primeiro romance, "Welcome to Hard Times", ambientado no velho oeste.

Depois, em 1966, lançou "Big as Life", que se inspirou na ficção científica.

Em 1971, publicou "The Book of Daniel", uma trama ficcional inspirada no casal Rosenberg.

"Ragtime", publicado em 1975 e levado aos cinemas por Milos Forman, conta a história de um músico negro - Coalhouse Walker Jr. - vitimizado pelo racismo.

Obama declarou que considera "Ragtime" um de seus livros favoritos.

Em "The March", Doctorow relata a marcha do general da União William Sherman de Atlanta a Savannah até o final da Guerra Civil.

Com "Billy Bathgate - O mundo a seus pés", outro importante romance publicado em 1998 e também levado aos cinemas com Dustin Hoffman, o autor explora o mundo do crime organizado durante os anos 1920 e 1930 nos Estados Unidos.

Em uma entrevista ao jornal Los Angeles Times, Doctorow explicou a arte de falar através dos temas de sua ficção. "Cada livro tem sua própria voz", afirmou na ocasião.

"Acho que é há uma espécie de ventríloquo quando escrevo. Nunca quero ouvir minha própria voz, isso seria o pior que poderia acontecer", acrescentou.

No ano passado, Doctorow recebeu o prêmio literário do Congresso americano (Library of Congress Prize for American Fiction).

Antes, foi agraciado com um National Book Award, três National Book Critics Circle Awards e dois PEN/Faulkner Awards.

Doctorow, que tinha uma agenda lotada, deveria participar, no próximo mês, em uma conferência na Chautauqua Institution de Nova York e no Festival Nacional do Livro da Biblioteca do Congresso, em Washington.

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