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Dinossauros de 'Jurassic Park' voltam mais ferozes e inteligentes

10/06/2015 15h34

Los Angeles, 10 Jun 2015 (AFP) - Os protagonistas de "Jurassic Park" voltam aos cinemas mais mortíferos do que nunca, depois de terem sido modificados geneticamente por cientistas ambiciosos, que, sem medir as consequências, deram aos répteis uma arma letal: a inteligência.

"Jurassic World" estreia nesta quinta-feira na América Latina e na sexta-feira nos Estados Unidos, começando o que se espera que seja a segunda trilogia desta história entre dinossauros e humanos que encantou o mundo.

Steven Spielberg volta ao projeto, mas dessa vez como produtor. Mas é a ele que se deve o sucesso da saga, que começou em 1993 com "Jurassic Park: Parque dos Dinossauros".

A adaptação do livro homônimo de Michael Crichton conquistou as massas com seus efeitos especiais e ganhou três Oscars (efeitos especiais, som e edição de som).

Mais de duas décadas depois, a tecnologia volta a ser a grande aliada em "Jurassic World", que contou com um orçamento entre 150 e 180 milhões de dólares.

Entre outras coisas, há o uso da animatrônica para dar o maior realismo possível aos dinossauros. Esta técnica permite criar bonecos com pele de látex de aparência muito real e controlar seus movimentos por controle remoto.

O espectador tem a sensação de "poder tocar" os animais e sentir a adrenalina do perigo e das perseguições, nas palavras do diretor Colin Trevorrow.



Uma nova espécie

O filme relata a trepidante luta entre humanos e dinossauros depois que um grupo de cientistas liderados por Owen, o personagem interpretado por Chris Pratt (Guardiões da Galáxia), cria em laboratório uma nova espécie inteligente e letal.

O diretor, que também fez o roteiro, diz que não quis passar nenhuma mensagem concreta, mas apenas dar continuidade à saga que arrecadou cerca de 2 bilhões de dólares em todo o mundo.

Ainda sim, há uma pequena reflexão sobre "o desejo e a necessidade que têm os humanos por ganhar dinheiro", explicou.

Os cientistas do filme têm a ideia de modificar o DNA dos répteis para atrair mais visitantes ao parque de diversão em que vivem e aumentar sua renda.

A personagem Claire, uma jovem diretora de marketing interpretada por Bryce Dallas Howard, encarna muito bem essa ambição.

Sua obsessão por ter sucesso no trabalho e sua pouca empatia com as coisas que a rodeias terminam por colocar em perigo a vida de seus sobrinhos.

"No início, sua ânsia por poder a fazem esquecer sua parte humana. Mas à medida que a história avança, a personalem evolui", disse Bryce Dallas Howard.

A atriz defendeu sua personagem, que passa as duas horas do filme em cima de saltos altos, apesar da odisseia que tem que atravessar para sobreviver. "É uma guerreira", disse.

O elenco multicultural, nova aposta dos estúdios para conquistar todas as audiências, é composto por atores conhecidos de vários países como a estrela indiana Irrfan Khan ("As Aventuras de Pi" e "Quem Quer Ser um Milionário?"), o francês Omar Sy ("Intocáveis") e o americano de origem chinesa B.D. Wong (conhecido por séries como "The Normal Heart" e "Lei e Ordem").

"Jurassic World" não é um filme americano para um público americano", disse o diretor. "É um filme que pertence a todo o mundo".

bur-ved/spc/lm/cr/mvv

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