PUBLICIDADE
Topo

Um dia em Cannes: Woody Allen e Brasil, o cinema grego e os prêmios

15/05/2015 19h04

Cannes, França, 15 Mai 2015 (AFP) - Acontecimentos que marcaram esta sexta-feira, terceiro dia do Festival de Cannes:



Alguém convida o Woody Allen para visitar o Rio de Janeiro, por favor!

O cineasta americano Woody Allen nunca filmou no Rio de Janeiro porque nunca esteve na cidade carioca, nem no Brasil, garantiu nesta sexta-feira em Cannes, após apresentar seu último trabalho "Irrational man" ("O homem irracional") no Festival de Cannes.

A escolha de algumas cidades europeias, como Barcelona ("Vicky Cristina Barcelona"), Roma ("Para Roma com amor"), Londres ("Match Point") e Paris ("Meia-noite em Paris"), para suas produções aconteceu porque, ao escrever o roteiro, podia imaginar a cidade em que iria rodar.

Mas isso não pode acontecer com o Rio, já que o diretor jamais esteve na cidade, nem no Brasil.

No momento, parece que a Espanha é seu país predileto para viver, por seu "romanticismo", sentido nas alusões feitas em seu último filme tragicômico, que lança mão da filosofía para tentar explicar a complexidade da mente humana e suas estranhas e inexplicáveis decisões que podem transformar tragicamente a existência.



- "THE LOBSTER"

O cineasta grego Yorgos Lanthimos apresentou nesta sexta-feira, em Cannes, seu filme "The Lobster", uma fábula amarga e perturbadora sobre a solidão, o casal e o amor, filmada em inglês com as estrelas internacionais Colin Farrell, Rachel Weisz e Léa Seydoux, que aspira a Palma de Ouro.

Muito aplaudida na apresentação, o filme se passa em um futuro próximo, onde os solteiros são trancados em um hotel. Eles têm 45 dias para encontrar sua cara-metade, caso não queiram se transformar em um animal de sua escolha que será liberado no bosque.



PRÊMIO PARA O AUTOR DE TOMBUCTÚ

O mauritano Abderrahmane Sissako, diretor de "Tombuctú", que ganhou 7 prêmios César, o Oscar do cinema francês, recebeu nesta sexta-feira o Prêmio France Culture 2015 pelo conjunto da obra. Sissako está em Cannes como presidente do jurado da Cinefundação e de curta-metragens. A ministra da Cultura francesa lhe outorgou a Ordem das Artes e Letras.

"Em seu cinema diferente, poético e luminoso, a beleza é a última defesa contra o obscurantismo", disse Fleur Pellerin.



AS CRÍTICAS

O terceiro filme em competição no Festival de Cannes, "O filho de Saúl", do húngaro Laszlo Neme, uma história impactante sobre Shoah, foi bem recebido pela crítica e é considerado um forte candidato à Palma de Ouro.

Embora ainda tenha muito festival pela frente, outros apontam "Tale of Tales" (O conto dos contos), do italiano Matteo Garrone, com a atriz mexicana Salma Hayek como protagonista.

bur-jfg-af/dmc/cc/mvv