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Le Monde, jornal vespertino, lança edição matutina para ceular

11/05/2015 15h48

Paris, 11 Mai 2015 (AFP) - Le Monde, o único jornal vespertino da França, se lançou nesta segunda-feira no mundo dos jornais matutinos, com uma edição apenas para celulares - chamada "La Matinale" ("o matutino", em francês).

A edição impressa seguirá saindo à tarde.

"É um momento histórico para a gente porque é nossa primeira aparição matutina em 70 anos de existência", declarou Gilles van Kote, atual diretor do Le Monde, onde a passagem da edição de papel da tarde para a manhã é debatida há anos.

A primeira edição do novo aplicativo gratuito, disponível para os sistemas iOS e Android, foi lançada nesta segunda-feira às 7h da manhã.

Cerca de um terço dos conteúdos serão gratuitos, e os outros dois terços ficarão reservados para assinantes.

Quem já assina a edição digital do Monde disporá do produto sem nenhuma taxa suplementar. Os demais poderão ter acesso por 6,99 euros ao mês.

Esta pequena revolução no vespertino francês terá lugar dois dias antes de uma mudança de direção no jornal. Na quarta-feira, espera-se que Jerôme Fenoglio, diretor de redação e adjunto de Gilles van Kote, receba 60% dos votos dos empregados para se tornar o novo diretor da publicação.

O novo formato, que vai sair de segunda a sexta-feira, promete "combinar a seriedade do Le Mode com uma circulação mais lúdica", resume Jerome Fenoglio, referindo-se a uma interface claramente inspirada no Tinder, um aplicativo em pleno auge.

Com a nova edição, o leitor que tem um smartphone, ou seja, mais da metade da população francesa, pode selecionar e acessar o conteúdo que eles querem ler. Também é possível evitar os que não lhe interessam, entre a variedade de informações propostas.

A maioria do conteúdo será feita exclusivamente para esta edição. O restante pode ser encontrada na edição de papel da tarde ou no site do jornal.

Esperado e anunciado por meses, o pedido foi co-financiado pelo Fundo Google para a imprensa, que concedeu em 2014 ao Le Monde cerca de 1,8 milhões de euros para vários projetos digitais.

"Nosso objetivo é tanto reter os assinantes já existentes quanto chegar a outro público, ativo, mais jovem que a média da nossa audiência", disse Gilles van Kote à AFP.



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