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Cartunista da "Charlie Hebdo" afirma que não fará mais charges de Maomé

Philippe Wojazer/Reuters
O cartunista Luz (à esq.) e o colunista Patrick Pelloux, durante a apresentação da edição da "Charlie Hebdo" publicada após o atentado contra a revista francesa Imagem: Philippe Wojazer/Reuters

De Paris

29/04/2015 13h44

Luz, o principal cartunista da revista satírica francesa "Charlie Hebdo", alvo de um violento atentado jihadista em janeiro, anunciou que não vai mais fazer charges com o profeta Maomé, em uma entrevista divulgada nesta quarta-feira (29).

"Não vou desenhar mais a personagem de Maomé, ele não me interessa mais", declarou.

Ele revelou que não fará mais charges do profeta à revista “Les Inrockuptibles”, em uma entrevista publicada nesta quarta-feira (29). “Eu não vou passar minha vida desenhando (charges de Maomé)”, afirmou.

Feito por Luz, o desenho de Maomé com a frase “Je Suis Charlie” (“Somos Charlie”), sob as palavra “Tudo está perdoado”, estampou a capa da “Charlie Hebdo”, uma semana após o atentado, que deixou 12 mortos. A edição pós-ataque teve uma tiragem de 8 milhões de exemplares –um recorde para a imprensa francesa.

“Os terroristas não venceram”, disse Luz à “Les Inrockuptibles”. “Eles terão vencido se toda a França continuar com medo”, adicionou, acusando o partido de extrema direita francês Frente Nacional de tentar espalhar medo entre a população logo após os ataques.

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