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Alibaba é destaque do salão tecnológico de Hannover

16/03/2015 17h36

Hanôver, Alemanha, 16 Mar 2015 (AFP) - O grupo chinês de varejo online Alibaba é o destaque do salão de tecnologia da cidade alemã de Hannover, que neste ano tem a China como convidado de honra.

"Tenho um grande sonho, ajudar as pequenas empresas. O mundo é dirigido pelos sonhos, não pela economia", declarou entusiasmado Jack Ma, o criador do Alibaba, nesta segunda-feira na abertura do CeBit, que vai até a próxima sexta-feira.

O CeBIT é o principal salão profissional de computação, tecnologias da informação, telecomunicações, programas e serviços do mundo.

Em janeiro passado, no fórum de Davos, Ma anunciou que seu objetivo era chegar a 2 bilhões de usuários do Alibaba, considerando os 334 milhões em dezembro de 2014, e lançar uma versão mundial do Taobao, o site de vendas entre particulares líder na China.

O Alibaba apresenta perigo aos concorrentes americanos de comércio pela internet, como o eBay e a Amazon, que a médio prazo podem ter uma queda nas vendas por causa do rival chinês.

"Muitos observadores pensam que o Alibaba pode seguir esse caminho, em vez de investir milhares de dólares para fortalecer a marca no mercado americano, afirma Zia Daniell Wigder, especialista de comércio eletrônico na Forrester Research.

"Consolidar um nome em um mercado em que os líderes estão estabelecidos há tempos é difícil", observa Zia.

O mais provável, entretanto, é que o Alibaba se concentre primeiro na conquista dos mercados emergentes, onde o comércio eletrônico é embrionário, para depois avançar prudentemente nos países desenvolvidos.

O Alibaba já lançou nos Estados Unidos um site de venda pela internet, o 11 Main, e investiu 200 milhões de dólares no Snapchat, uma aplicação para compartilhar fotos.

A Amazon também desafia na área de computação em nuvem, instalando nos Estados Unidos seu data center Aliyun.

"Trata-se de uma primeira tentativa do Alibaba de compreender os consumidores online em escala mundial", avalia Bryan Wang, analista da Forrester Research.

Quando surgiu, há pouco mais de uma década, o Alibaba era uma start-up que lutava para que eBay não ficasse com o mercado da venda por internet entre particulares na China.



Confiança é um desafio

O grupo com sede em Hangzhou conseguiu em setembro passado 25 bilhões de dólares em sua estreia na Bolsa de Nova York, algo nunca visto.

"O Alibaba é mais do que uma plataforma de comércio eletrônico. É o maior ecossistema digital da China", afirmou Wang de Pequim.

"Trata-se de um sucesso impressionante, embora seja evidente que se deve ao fato de que a oferta encontrou na China um mercado com muita demanda", afirma Dieter Kempf, presidente da federação alemã de alta tecnologia Bitkom.

No CeBit, Jack Ma anunciou um sistema de pagamento por smartphone com reconhecimento facial, um elemento importante para o Alibaba em matéria de pagamento móvel.

Fundado em 1999, o Alibaba garante seu sucesso através de vários formatos, como o Taobao ("buscar o tesouro" em mandarim), para as trocas entre particulares, e TMall, gigantesco centro comercial virtual.

Assim como o Google, o grupo capitaliza a análise dos dados dos usuários, que não sofrem qualquer tipo de cobrança. As receitas provêm da publicidade.

Os intercâmbios anuais realizados em suas plataformas ultrapassam os do eBay e da Amazon em todo o mundo.

O Alibaba, é proprietário de seu próprio sistema de pagamento online, o Alipay, obteve autorização para abrir um banco privado na China.

"Vá aonde vá na China, o Alibaba sabe o que você está fazendo", resume Wang.

Quando sonha em voz alta, Jack Ma cita como modelos as empresas multinacionais Wal-Mart, IBM e Microsoft.

Antes, o Alibaba terá que superar outros desafios e, sobretudo, se livrar das acusações das autoridades de comércio chinês, que dizem que a empresa não combate com firmeza suficiente em suas diferentes plataformas a venda de artigos falsos de grandes marcas.

"O Alibaba tentará solucionar esse assunto já que a confiança dos produtos vendidos é uma condição indispensável para poder se internacionalizar", opina Kitty Fok, do IDC.

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