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Escritor francês Houellebecq cancela promoção de livro polêmico

Jacky Naegelen/Reuters
Capa do livro "Soumission" de Michel Houellebecq Imagem: Jacky Naegelen/Reuters

De Paris

08/01/2015 21h05

O escritor francês Michel Houellebecq "suspendeu a promoção" de seu livro "Soumission", acusado por seus críticos de veicular a islamofobia, após a morte de seus amigos no atentado ao jornal "Charlie Hebdo" - anunciou seu agente nesta quinta-feira.

Houellebecq se encontra "profundamente afetado pela morte de seu amigo Bernard Maris" no ataque, acrescentou seu agente.

O escritor "deixou Paris e foi para o campo, para a neve", informou sua editora, a Flammarion, confirmando uma notícia da "France Info".

Bernard Maris, economista de esquerda, morto ontem no ataque, aos 68 anos, admirava Houellebecq profundamente, vendo nele um analista lúcido do liberalismo. A admiração era tanta que chegou a lhe dedicar a obra "Houellebecq économiste", publicada no ano passado.

Bertrand Guay/AFP
Capa da revista "Charlie Hebdo" com o autor Michel Houellebecq Imagem: Bertrand Guay/AFP

No dia do atentado, a capa do "Charlie Hebdo" mostrava, justamente, uma charge de Michel Houellebecq, além de dedicar várias páginas a seu último livro, publicado no mesmo dia da tragédia. O novo título conta a história de uma França governada por um partido muçulmano em 2022.

Hoje pela manhã, o escritor francês deu várias entrevistas para promover seu lançamento - como sempre, polêmico. Antes de deixar Paris, ele conversou com Antoine de Caunes, do Canal +. A entrevista vai ao ar nesta sexta-feira, informou a editora Flammarion.

Depois do sucesso de "Partículas elementares" (1998), Houellebecq se instalou na Irlanda, onde viveu por vários anos, e depois voltou para Paris. Segundo seu agente, François Samuelson, Houellebecq não conta com proteção policial.

Nos dias anteriores à midiatizada publicação do sexto romance de Houellebecq, editorialistas, críticos literários, escritores, sociólogos e universitários debateram calorosamente sobre seu conteúdo em programas de televisão ou colunas da imprensa.

O autor do romance de 300 páginas nega ter feito com o livro o jogo da extrema-direita ou ter dado um presente a sua líder, Marine Le Pen, que, por sua vez, comentou na segunda-feira que o livro "é uma ficção que pode um dia se tornar realidade".

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