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Hackers ameaçam Sony invocando 11 de Setembro

16/12/2014 22h51

Los Angeles, 17 dez 2014 (AFP) - Os hackers que atacaram a base de dados da Sony Pictures invocaram nesta terça-feira os atentados de 11 de setembro de 2001 em sua última ameaça ao grupo para evitar a estreia, no Natal, de uma comédia sobre o assassinato do líder norte-coreano.

A advertência ocorre horas após vários ex-funcionários da Sony denunciarem o grupo por não proteger informação confidencial de seus trabalhadores.

O autodenominado grupo GOP ou Guardiões da Paz (Guardians of Peace), que reivindica o ciberataque perpetrado no dia 24 de novembro, emitiu um comunicado sobre o início de uma nova onda de vazamentos, que inclui e-mails do presidente da Sony Pictures, Michael Lynton, como um "presente de Natal".

"Mostraremos claramente que os locais de exibição de 'The Interview' (A Entrevista) no dia da estreia terão um destino amargo...". "O mundo verá em breve que filme ruim fez a Sony Pictures. O mundo estará repleto de medo. Lembrem-se do 11 de setembro de 2001. Recomendamos que fiquem longe dos cinemas".

A porta-voz do departamento de Estado Jen Psaki assinalou que as autoridades desconhecem a procedência das advertências, e lembrou que o filme "não é um documentário sobre a relação" entre Washington e Pyongyang.

"Não sabemos qual é a fonte (destas ameaças), mas é importante destacar que não há informação crível para apoiá-las", disse Psaki à rede de televisão CNN.

Por precaução, os protagonistas de "The Interview", James Franco e Seth Rogen, cancelaram suas aparições públicas, revelaram seus agentes ao canal ABC.





- Primeira denúncia contra Sony - Na segunda-feira, ex-funcionários da Sony Pictures denunciaram os estúdios cinematográficos por não protegerem informações confidenciais do seu pessoal.

A denúncia, apresentada a um tribunal de Los Angeles, alega que a "Sony fracassou na hora de garantir e proteger seus sistemas informáticos, assim como sua base de dados, o que a levou à difusão de informação confidencial dos demandantes e outros companheiros".

É "um pesadelo épico que mais corresponde a um thriller do que à vida real, e que se desenrola em câmera lenta para os funcionários atuais e antigos da Sony", diz a denúncia, de 45 páginas.

"Informações confidenciais, como os cerca de 47 mil números de identificação de segurança social, expedientes de empregados incluindo salário e histórico médico e qualquer outro dado da Sony se tornaram públicos e poderão estar nas mãos de criminosos", continua o documento.

"Devido ao fracasso da Sony em proteger dados confidenciais de seus funcionários atuais e antigos, este conteúdo está agora na internet, o que pode significar uma situação perigosa para essas pessoas", descreve a ação.



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