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Gaultier se despede, Loewe está de volta e Brasil marca presença em Paris

22/09/2014 17h39

PARIS, 22 Set 2014 (AFP) - A despedida de Jean Paul Gaultier do prêt-à-porter, um mestre que encantou o mundo da moda com sua criatividade sofisticada durante quatro décadas, será o ponto forte dos desfiles que começam nesta terça-feira em Paris.

Além dos quase 100 desfiles e exibições do programa oficial, a semana de moda incluiu também apresentações de coleções em showrooms, onde estará presente a criatividade do brasileiro Gustavo Lins, que vive há muitos anos na capital francesa.

O evento na capital francesa, que encerra a temporada feminina de primavera-verão 2015 após os desfiles de Nova York, Londres e Milão, também chega com ventos de renovação, incluindo na sexta-feira um desfile da Loewe, marca de luxo espanhola do grupo LVMH que volta sob nova direção criativa de Jonathan Anderson.

O estilista irlandês de 30 anos, que em julho deste ano levou para Paris sua primeira coleção masculina em um desfile fechado, confirma a chegada de uma nova geração de estilistas que substitui os veteranos como Gaultier. Uma geração de mestres da moda vem sendo engolida por uma indústria voraz, menos preocupada com a criatividade do que com os lucros de um mercado global em massa das coleções.

A surpreendente saída de cena do estilista de 62 anos, que os franceses apelidaram com admiração, carinho e ironia de "enfant terrible" da moda, foi anunciada nesta semana em uma declaração concisa que soou como o fim de uma era.

"Jean Paul Gaultier anuncia sua intenção de se concentrar no desenvolvimento de suas atividades de Alta-Costura, perfumaria e colaborações industriais", disse a marca ao anunciar o fim das coleções de prêt-à-porter masculina e feminina. O último desfile acontecerá em 27 de setembro.

Em uma carta publicada no famoso jornal de moda Women's Wear Daily, Gaultier admitiu as dificuldades da maison que dirige, propriedade do grupo espanhol Puig, "para transformar sua louca criatividade em lucros" no ritmo frenético de uma indústria "que não dá a liberdade nem o tempo necessários para o desenvolvimento de novas ideias".



Estilistas de 24 países

O calendário oficial da Semana de Moda prevê para este ano 93 desfiles, até 1º de outubro. A renovação vem das mãos de marcas do mundo inteiro, com estilistas de 24 países, confirmando a vocação global do evento parisiense: estreiam desta vez Rahul Mishra (Índia), Anrealage (Japão) e Hood by Air (Estados Unidos).

As marcas consagradas também têm vez, mas em um período de marasmo apostam na renovação com novos estilistas, como é o caso de Thierry Mugler com David Koma e Sonia Rykiel com Julie de Libran.

Para os inconsoláveis com a surpreendente saída de Gaultier, resta o consolo de outros mestres da elegância: Dior, Chanel, Valentino, Celine, Balenciaga, Nina Ricci, Lanvin, Hermès e Louis Vuitton vão marcar presença com suas tendências em resposta ao clamor feminino: "O que usar?".

Como sempre os desfiles terão como cenário alguns dos lugares mais belos da capital francesa: o Grand Palais, o palácio de Belas Artes, o Hotel Salomon de Rothschild, o Jeu de Paume, ou a enorme tenda montada especialmente para o evento no Jardin des Tuileries.

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