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"Bom dia, Tristeza", de Françoise Sagan, faz 60 anos e ganha nova versão

Divulgação
Capa de "Bonjour Tristesse", de Françoise Sagan, inspirada na edição original Imagem: Divulgação

Da AFP, em Paris

22/09/2014 11h46

Há 60 anos era lançado "Bonjour Tristesse" ("Bom Dia, Tristeza"), romance de uma desconhecida que causou um escândalo na França e tornou-se um best-seller internacional: "A glória, eu a conheci aos 18 anos em 188 páginas, foi como uma explosão de gás", declarou Françoise Sagan.

Para comemorar este primeiro romance de Françoise Sagan, que morreu há dez anos, a Editora Julliard publica nesta segunda-feira uma versão idêntica à edição original, com capa branca simples e borda verde.

Em 1954, Sagan era uma jovem garota como qualquer outra, ou quase. De uma família de classe média alta, com mechas loiras de cabelo cobrindo seus olhos, Françoise saía, divertia-se, jantava no Lipp, lar da intelligentsia parisiense. Mas também escrevia.

Em 15 de março 1954, o editor René Julliard publicou o livro desta jovem de impressionante precocidade, Francoise Quoirez, conhecida como Sagan. E tudo mudou.

Françoise tornou-se rica e famosa, adorada e perseguida. Apelidada de "pequena monstro encantadora" pelo escritor François Mauriac, ela se tornou um símbolo da geração casual e burguesa.

"Sobre esta estranha sensação de que o tédio, a tranquilidade me obcecam, hesito em colocar o nome, o belo nome sério da tristeza". Assim começa "Bonjour Tristesse", uma narrativa sobre os amores de uma menina comum que escandaliza a sociedade.

Peças de teatro, diversos romances seguidos. Sagan escreveu, ela mesma, em 1998, seu obituário no "Dicionário de autores": "Surgiu em 1954 com um romance fino, 'Bonjour tristesse', que causou um escândalo mundial. Sua morte, depois de uma vida e obra igualmente agradável e desleixada, foi um escândalo para si mesma".

Nascida em 21 de junho de 1935 em Cajarc (sudoeste) e falecida em 24 de setembro de 2004 de uma embolia pulmonar, Françoise Sagan não foi apenas uma escritora de sucesso. Ela também foi uma personagem que assombrava as noites parisienses, com álcool, jogos de azar e a velocidade de seu alcance literário.

"Se fosse recomeçar, eu faria tudo de novo, é claro, evitando algumas ninharias: acidentes de carro, os dias passados em hospitais, as tristezas do amor. Mas eu não renego nada", assegurou.

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