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Monty Python promete piadas obscenas em volta aos palcos

Da AFP, em Londres

30/06/2014 11h43

Os cinco integrantes do grupo de comédia Monty Python, o mais admirado e popular no Reino Unido e em boa parte do mundo, prometem risadas e piadas obscenas em seu aguardado retorno aos palcos, marcado para a terça-feira (1º), após 30 anos de separação.

O espetáculo "Monty Phyton Live (Mostly)" terá gags, canções e números de dança, algo que parece excessivo para os idosos. "Depois do primeiro número, estou esgotado", disse Palin, 71 anos, em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (30).

John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin, já septuagenérios --Graham Chapman, o sexto Pyton, morreu vítima de câncer em 1989, aos 48 anos--, terão dez noites de apresentações na 02 Arena, em Londres.  O show, que é uma produção de US$ 7,7 milhões, inclui imagens de arquivo de Chapman e sua ausência é destacada com a frase "One Down, Five to Go".

Os ingressos para a primeira noite acabaram em 44 segundos em novembro. Mas imediatamente o grupo anunciou mais nove apresentações, com 14.000 entradas por noite, já praticamente esgotadas.

Monty Python de volta três décadas depois

Por dinheiro --e por prazer

Na entrevista, os Python admitiram que precisam do dinheiro, mas afirmaram que estão desfrutando o reencontro. 

Gilliam, de 73 anos, o norte-americano do grupo e que virou diretor de cinema, declarou em uma entrevista recente que parecia "deprimente" ter que voltar ao antigo trabalho, depois de quase 40 anos em que os integrantes construíram carreiras independentes de sucesso. 

Idle, escritor e diretor, de 71 anos, respondeu que Gilliam "é um pouco babaca", enquanto Cleese, 74, afirmou "Terry considera muitas coisas na vida deprimentes".

Na entrevista coletiva desta segunda-feira, os integrantes do grupo pareciam em um bom momento do relacionamento. Eles prometeram interpretar seus números mais populares, incluindo o do papagaio morto --uma discussão hilariante entre um vendedor de animais que negocia com um cliente um papagaio morto-- e os quadros da Inquisição espanhola.

O astrofísico Stephen Hawking tem uma pequena participação em um dos números. "Nosso lema sempre foi 'deixem eles querendo mais'", brincou Idle, de 71 anos, que escreveu e dirige o espetáculo. "Estou feliz e orgulhoso de afirmar que é bastante obsceno".

A última apresentação, marcada para 20 de julho e que terá exibição em cinemas de todo o mundo, será uma despedida definitiva, segundo Cleese. "É muito melhor fazer apenas uma vez realmente bem, na Inglaterra, onde tudo começou, e deixar assim".

Monty Python e o Papagaio Morto

Um grupo lendário

O grupo ganhou fama com o programa de televisão "Monty Phyton's Flying Circus", que teve o primeiro episódio exibido em 5 de outubro de 1969. Na década de 1970 investiram no cinema, com "E Agora para Algo Completamente Diferente" (1971), que foi seguido por "Monty Python em Busca do Cálice Sagrado" (1975).

Em 1979 lançaram "A Vida de Brian", uma comédia que narra a vida de um homem com uma vida paralela a de Jesus, o que provocou muitas polêmicas.

O último filme do grupo foi "O Sentido da Vida", em 1983, ano da separação. Em 1998 o grupo retornou para uma apresentação em um festival de humor nos Estados Unidos.

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