Livros e HQs

Escritora espanhola Ana María Matute morre aos 88 anos

Fernando Alvarado/Efe
A escritora espanhola Ana María Matute em Madri (20/10/2005) Imagem: Fernando Alvarado/Efe

25/06/2014 08h49

BARCELONA, 25 Jun 2014 (AFP) - A romancista Ana María Matute, um dos principais expoentes da literatura do pós-guerra na Espanha, faleceu aos 88 anos em Barcelona, informou nesta quarta-feira a editora Planeta.

Conhecida por obras como "Los soldados lloran de noche" ou "Olvidado rey Gudú", Matute ganhou muitos prêmios, entre os quais se destaca o Miguel de Cervantes, considerado o Nobel das letras hispânicas, em 2010.

"Sou feliz, enormemente feliz", declarou na época Matute, com um grande sorriso que, ainda assim, não escondia o frágil estado de saúde que a acompanhou em seus últimos anos de vida.


Nascida no dia 26 de julho de 1925 em Barcelona, Matute pertence a uma geração de espanhóis cuja infância ficou marcada pela Guerra Civil (1936-1939) e a juventude pela miséria e pela falta de liberdades do pós-guerra sob a ditadura de Francisco Franco (1939-1975).

As dificuldades deste tempo deixaram marcas em sua produção literária, que mostra um desejo de fuga e uma tentativa de se distanciar desta realidade mediante elementos mágicos ou fazendo uso de um característico olhar infantil ao escrever suas obras.

Narradora precoce, Matute escreveu e ilustrou aos quatro anos depois de ficar à beira da morte por uma infecção renal. Desde então seguiu dedicada à literatura e com 17 anos enviou à editora Destino seu primeiro romance, "Pequeño teatro".

Além do Cervantes, a obra de Matute, tanto seus romances quanto seus relatos curtos e contos infantis, foi reconhecida com muitos prêmios, como o Planeta, em 1954, precisamente por "Pequeño teatro", o prêmio Nacional de Literatura, o prêmio Nadal ou o prêmio Nacional de Literatura Infantil e Juvenil.

Em 1998 ocupou o assento K da Real Academia Espanhola da Língua, na qual havia ingressado dois anos antes e onde foi a terceira mulher a entrar em 300 anos, depois da escritora Carmen Conde e da historiadora Carmen Iglesias.

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