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Pirataria online: 100 prisões em todo o mundo

19/05/2014 11h50

HAIA, 19 Mai 2014 (AFP) - Quase 100 pessoas foram detidas em todo o mundo como parte de uma operação contra o software "Blackshades", utilizado para tomar o controle de computadores remotamente para fins criminosos, informou nesta segunda-feira as agências Europol e Eurojust.

"Ao longo de uma investigação, os criadores, fornecedores e usuários do malware Blackshades foram alvos das autoridades de 16 países", informaram as agências europeias de coordenação policial Europol e Eurojust, em comunicado.

Os usuários do "Blackshades" ("sombras negras" em inglês) podem assumir o controle remoto de um computador e, por exemplo, ter acesso a fotos, criptografar pastas ou ainda ativar a webcam.

Em alguns casos, pedidos de resgate foram enviados às vítimas após a invasão de seu computador.

Este software chamado de "malware", comprado por milhares de pessoas ao redor do mundo, também pode ser usado para ataques cibernéticos de "negação de serviço", que pode tornar um site inacessível.

A operação policial, realizada em coordenação com o FBI, durou dois dias, de acordo com a Eurojust.

Buscas foram realizadas em 359 locais e 97 pessoas foram presas, enquanto "quantidades substanciais" de dinheiro, armas ilegais, drogas e mais de 1.000 discos rígidos e pendrives foram apreendidos.

A Eurojust fez especial referência a um caso recente na Holanda: "Blackshades foi utilizado para fins criminosos por um homem de 18 anos que infectou pelo menos 2.000 computadores, controlando as câmeras das vítimas para tirar fotos de mulheres e meninas".

Holanda, Bélgica, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Canadá, Chile e Suíça estão entre os países que participaram da operação.

Sites de hackers começaram a relatar há três dias que a polícia estava fazendo buscas nas casas de indivíduos suspeitos de terem adquirido ou utilizado "Blackshades".

Este software está disponível, de acordo com alguns blogueiros, na "darknet", o lado escondido da internet, por menos de 100 euros.

Em fóruns de discussão, alguns sugeriram que a polícia havia identificado compradores a partir de contas no site de pagamento PayPal.

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