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Futura coleção do Louvre dos Emirados é apresentada

EFE
Coleção Yves Saint Laurent-Pierre Bergé Imagem: EFE

Paris, França

28/04/2014 09h14

Um Cristo mostra seus ferimentos junto a uma estatueta africana de formas hermafroditas, ao lado de um Shiva que dança: antes da inauguração nos Emirados Árabes em 2015, o Louvre de Abu Dhabi apresenta em Paris parte da coleção universal de arte.

Uma seleção de 160 obras que cobrem todas as épocas e quase todas as regiões do mundo será apresentada ao público em Paris a partir de sexta-feira (02), no museu do Louvre.

A exposição "Nascimento de um museu" já foi apresentada no ano passado na ilha de Saadiyat, onde está sendo construído o edifício do Louvre Abu Dhabi em forma de cúpula, obra do arquiteto francês Jean Nouvel.

O presidente François Hollande inaugurará na terça-feira a exposição parisiense na presença do xeque Sultan Bin Tahnun Al Nahyan, presidente da Autoridade de Turismo e Cultura de Abu Dhabi.

A coleção nacional foi constituída pelos Emirados com o assessoria da Agência França-Museus, operadora francesa do projeto do Louvre Abu Dhabi, criado em março de 2007 após um acordo entre os Emirados Árabes Unidos e a França.

A coleção começou a ser reunida no início de 2009 com a compra de um Piet Mondrian por 21,5 milhões de euros (30 milhões de dólares) pertencente à coleção Yves Saint Laurent-Pierre Bergé. Depois, as peças do museu foram sendo adquiridas em operações mais discretas. Cinco anos depois, a coleção do novo museu já conta com 400 peças, que vão da Antiguidade à Arte contemporânea.

Organizada cronologicamente, a exposição convida a refletir sobre a representação da figura humana, de uma delicada princesa da Ásia Central do terceiro milênio antes de Cristo a duas cabeças de Buda, uma procedente da China e outra da Índia, passando por um elegante Bodhisattva de Gandhara (Paquistão), com elementos que lembram a arte grega. E seu nariz se parece com o de outro vizinho, um orador romano de mármore.

Não muito longe, a reunião de um grande Cristo de madeira do século XVI, de uma escultura djennenké (Mali) do século XIII e de um gracioso Shiva dançante (sul da Índia, século X) "demonstram o espírito de abertura e tolerância do museu de Abu Dhabi", explicou à AFP Laurence de Cars, curadora da exposição.

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