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Presidente turco espera desbloqueio rápido do Twitter; premier renova ataques

23/03/2014 17h14

ANCARA, 23 Mar 2014 (AFP) - O presidente turco, Abdullah Gul, declarou neste domingo esperar que o bloqueio imposto pelo governo ao Twitter seja levantado rapidamente, enquanto o premier Recep Tayyip Erdogan renovou os ataques às redes sociais.

"Acredito que o problema será resolvido em breve", disse Gul em Ancara, antes de viajar à Holanda, onde começa amanhã uma conferência internacional sobre segurança nuclear.

"É uma situação desagradável para um país desenvolvido como a Turquia, que é um nome internacional de peso e está em negociações com a União Europeia. Por isso, este problema será superado rapidamente", afirmou.

Erdogan renovou hoje os ataques ao Twitter, Facebook e YouTube, que havia ameaçado probir após as eleições municipais de 20 de março.

"Estas empresas recorrem a tudo, inclusive a montagens", declarou, durante um comício eleitoral na província de Kocaeli, noroeste do país.

"Não consigo entender como pessoas inteligentes podem defender o Facebook, YouTube e Twitter, onde há todo tipo de mentira", indignou-se.

A autoridade turca de telecomunicações proibiu na última quinta-feira o acesso ao Twitter, depois que Erdogan anunciou sua decisão de erradicar a rede de microblogs, o que lhe valeu uma onda de críticas internacionais.

A decisão foi percebida amplamente como uma tentativa do governo de calar as acusações de corrupção que pesam sobre o premier e pessoas do seu entorno, antes das eleições de 30 de março, que ganham ares de referendo a favor ou contra o chefe de governo, no poder desde 2003.

O governo Erdogan anunciou que decidiu pelo bloqueio porque a rede social, sediada nos Estados Unidos, vinha se recusando desde janeiro a obedecer a "centenas de decisões da Justiça" sobre a retiradas de gravações de conversas telefônicas pirateadas.

"O Twitter foi usado como ferramenta de difamação sistemática, fazendo circular gravações obtidas irregularmente, escutas telefônicas trucadas", indicou ontem à AFP o gabinete de Erdogan, numa declaração em inglês.

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