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Escritor sobre líderes políticos, Joe McGinniss morre aos 71 anos

SP
O escritor Joe McGinniss em 2010, posa para foto próximo da casa de Sarah Palin no Alasca, enquanto escrevia o polêmico livro sobre a ex-governadora do Estado Imagem: SP

Da AFP, em Washington

11/03/2014 13h03

O controverso escritor norte-americano Joe McGinniss, que ultrapassou as barreiras da convenção jornalística, por vezes se tornando quase tão famoso quanto seus personagens, morreu aos 71 anos na segunda-feira em um hospital em Worcester, Massachusetts.

A morte do escritor foi confirmada em sua página no Facebook, que, há meses, oferecia informações sobre sua batalha contra o câncer de próstata.

O nicho literário de McGinniss incluía principalmente líderes políticos norte-americanos. Ele deixou sua marca pela primeira vez com "A venda do Presidente", uma obra inovadora que mostrou nos bastidores a corrida bem-sucedida de Richard Nixon à Casa Branca.

O New York Times escreveu recentemente, em 2011, que seu trabalho de 1969 - um estudo sobre o uso da televisão pelo presidente durante a campanha - "continua sendo uma façanha em termos de reportagem e análise, tão relevante hoje quanto quando apareceu pela primeira vez".

Durante uma carreira que durou várias décadas, McGinniss também escreveu obras sobre os políticos americanos Ted Kennedy e Sarah Palin, entre outros.

Seu livro de não-ficção "Fatal Vision", um best-seller, ofereceu o relato pessoal de McGinniss sobre o julgamento do assassino condenado Jeffrey MacDonald.

O livro foi escrito com a colaboração de seu personagem sociopata, MacDonald, um médico do exército que foi considerado culpado do assassinato de sua esposa grávida e de suas duas filhas.

Alguns jornalistas afirmaram, no entanto, que seu trabalho foi moralmente comprometido porque McGinniss despertou a cooperação de seu personagem ao fingir que acreditava em sua inocência muito tempo depois de ter se convencido de sua culpa.

"Fatal Vision", juntamente com outros dois dos seus best-sellers sobre crimes, "Blind Faith" e "Cruel Doubt", foram adaptados para minisséries de televisão.

Em 2010, McGinniss alcançou nova notoriedade ao alugar uma casa ao lado da residência de Sarah Palin, no Alasca, para que pudesse trabalhar em uma biografia não autorizada sobre ela.

"The Rogue: Searching for the real Sarah Palin", um retrato pouco lisonjeiro sobre a política conservadora e mal-sucedida nas eleições presidenciais de 2008, foi publicado em 2011. Foi seu 11º e último livro.

McGinniss declarou em seu site que seu objetivo era escrever um livro que "traçasse a curiosa ascensão de Palin à proeminência política e ao status de celebridade mundial", expondo, ao mesmo tempo, "a realidade confusa por baixo do mito de Palin".

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