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Balenciaga, Carven, Balmain e Nina Ricci nas passarelas de Paris

27/02/2014 22h23

PARIS, 28 Fev 2014 (AFP) - Balenciaga, Carven, Balmain e Nina Ricci se encontraram nesta quinta-feira nas passarelas de Paris com versões muito variadas da elegância francesa no prêt-à-porter para o outono-inverno 2014.



- Balenciaga: Wang impõe seu estilo - Queridinho dos fashionistas de Nova York, Alexander Wang apresentou sua terceira coleção para a Balenciaga. "Meu ponto de partida foi o pulôver, que esteve durante muito tempo fora dos arquivos da Balenciaga", disse Wang à AFP. "Quase todos os looks incluem tecido, bordados, ou estampados", explicou. O estilista está impondo cada vez mais seu próprio estilo à maison do mítico Cristóbal Balenciaga.

As primeiras silhuetas lembram, em muito, o trabalho de Wang para a marca que leva seu nome. Os cortes são, definitivamente, Balenciaga, sobretudo, os inconfundíveis ombros arredondados e volumosos, que ganharam um toque urbano. Os primeiros casacos trouxeram fechos nas mangas e alguns vieram cobertos de pele. O desfile foi colorido, com tons de rosa, vermelho, azul e amarelo.

Logo apareceram looks de grande elegância. Uma saia assimétrica usada com um pulôver cinza, curto e muito justo ao corpo, bastante arredondado. A top Gisele Bündchen, figura pouco frequente nas passarelas, encerrou o desfile usando um macacão cinza resinado com os ombros bordados com pedrarias. "É moderno. Tem uma fidelidade à marca que me agrada muito", disse o presidente do grupo de luxo Kering, François-Henri Pinault, que viu o desfile na primeira fila, ao lado da poderosa editora-chefe da Vogue, Anna Wintour, e da francesa Carine Roitfeld.



- O êxito de Guillaume Henry na Carven - "Magnífico", "formidável", foram alguns dos comentários feitos após o desfile de Guillaume Henry para a maison parisiense Carven.

"A mulher da Carven é muito feminina", afirmou o estilista, após o desfile. "Ela tem classe, é inovadora, jovial" e, nesta coleção, "talvez um pouco menos princesa".

Ela ousa usar minissaias com botas de cano médio: "essas botas quase substituem a calça", brinca Henry. A roupa da Carven aparece bastante justa ao corpo. "A silhueta é uma letra 'I'", comenta. Não existem ombros acentuados na Carven, diferentemente de outras grifes.

Alguns looks, ao contrário, aparecem soltos, largos, como a saia mídi. "É muito anos 40", diz Henry, que disse ter buscado inspiração no trabalho do fotógrafo Erwin Blumenfeld.



- Sexy com ares militares na Balmain - A primeira modelo aparece com saltos altíssimos, usando um conjunto cáqui estilo militar, acompanhada por um casaco de couro nos mesmos tons: o look é amplo, mas ajustado na cintura.

A mulher da Balmain é segura de si, de seu corpo e parece não temer nada, nem ninguém. Mesmo de saia parece uma guerreira. O estilista Olivier Rousteing ousou, inclusive, nas saias plissadas, que fazem lembrar os gladiadores da Roma Antiga.

À essa vestimenta quase militar, Rousteing casa sem medo a estampa de leopardo com a cor azul-marinho. Na paleta de cores da Carven, predominam o preto e o cáqui, mas algumas pinceladas de amarelo e de lilás aparecem para dar um toque de energia à coleção.



- A elegância despreocupada de Nina Ricci - Com sua coleção para a Nina Ricci, Peter Copping confirmou que a maison recuperou seu lugar como expoente da moda francesa: muito feminina, bem cortada e, ao mesmo tempo, com um toque sutilmente despreocupado. Como dizem os franceses, a velha e boa "nonchalance".

Copping trouxe estampas floridas, em particular lírios, presentes mesmo no frio. Também existem transparências para os trajes de noite, um toque de glamour visto em vários desfiles da temporada.

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