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Facebook, estrela do Congresso Mundial de Telefonia Móvel de Barcelona

24/02/2014 19h42

BARCELONA, 24 Fev 2014 (AFP) - Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, justificou nesta segunda-feira no Congresso Mundial de Telefonia Móvel a quantia recorde paga pelo serviço de mensagens instantâneas WahtsApp, confirmando seu projeto de aumentar suas receitas procedentes dos aparelhos móveis.

"O WhatsApp é uma empresa muito boa e uma boa escolha para nós", declarou Zuckerberg diante de milhares de profissionais do setor e jornalistas.

Questionado sobre o preço recorde pago pelo WhatsApp, a maior aquisição de sua história, o jovem milionário, de 29 anos, respondeu que "há duas partes, a primeira é a empresa em si mesma e seu valor e, depois, o valor estratégico do que pode ser feito juntos".

"Acredito que o WhatsApp sozinho vale mais que 19 bilhões" de dólares, insistiu, lembrando que "há poucos serviços no mundo que cheguem a 1 bilhão de pessoas".

E esses "são de um valor incrível", disse, citando alguns outros serviços de mensagem instantânea que já conseguiram converter em dinheiro seu amplo público como Kakao, Line ou WeChat.

"Isso demonstra que se podemos fazer um bom trabalho ajudando o WhatsApp a crescer, então será uma empresa enorme", acrescentou.

Horas antes, o fundador do WhatsApp, Jan Koum, tinha revelado em Barcelona a primeira etapa deste crescimento com a integração de chamadas gratuitas a partir do segundo trimestre.

"O Facebook paga por uma das aplicações com um crescimento mais forte da história, o WhatsApp, que já tem 500 milhões de usuários, e também pelo potencial de monetização que aporta", comentou Guillermo Escofet, analista da consultoria Informa.

A rede social, que não lucrava com sua atividade móvel há dois anos, recuperou o espaço perdido: no final de 2013, o aplicativo móvel recebia 53% das receitas publicitárias do grupo, o que significou 1,2 bilhão de dólares no quarto trimestre e mais de 3 bilhões no conjunto do ano.

A rede social abarca 18,4% do mercado publicitário móvel, transformando-se no número dois mundial depois da Google, segundo a sociedade eMarketer.

"É uma notável virada em comparação a dois anos atrás", disse Escofet, lembrando as hesitações do Facebook no começo.

A solução encontrada pela rede social consiste em integrar os anúncios aos filtros de notícias onde os internautas leem as publicações de seus "amigos", uma estratégia muito efetiva e particularmente útil já que, dos 1,23 bilhão de usuários ativos, pelo menos, uma vez por mês, três quartos se conectam por meio de um smartphone.



- 'Manter a dinâmica' -

Atualmente é "uma empresa de telefonia móvel" e "estamos muito contentes com isso", afirma Sephi Shapira, presidente executivo da plataforma publicitária MassiveImpact, sócia do Facebook.

Essa empresa permite aos anunciantes estar presentes no Facebook pagando unicamente pelos anúncios se o usuário clicar e comprar o produto.

A plataforma, portanto, só cobra se a publicidade for eficaz: no caso de anúncios de aplicativos para celulares a taxa de sucesso alcança 20 ou 30%, embora em empresas convencionais como uma companhia de seguros, chegue apenas a 10%.

"Para promover aplicativos, acredito que (o Facebook) é claramente o melhor", disse Shapira.

Contudo, "não nos entusiasmamos demais" porque neste setor "é preciso correr para continuar vivo", pondera.

"É preciso inovar constantemente e desenvolver novas tecnologias para sobreviver se não quiser desaparecer", explica.

Zoller concorda: "O Facebook deve manter a dinâmica".

"Não se pode dormir sobre os louros", já que "os consumidores têm cada vez mais alternativas ao Facebook em termos de redes sociais e serviços de mensagem instantânea", esclarece.

Em particular, esse analista destaca um "ponto fraco": o pagamento pelo celular, um mercado que deve ser explorado nos próximos anos e no qual essa rede social ainda não está bem posicionada.

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