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Único romance de Charlie Chaplin será publicado

Roma (Itália)

04/02/2014 16h18

Um romance de Charlie Chaplin, o único livro que o ator e diretor escreveu, até hoje desconhecido, será publicado pela primeira vez.

"Footlights", que será lançado em Londres nesta terça-feira (4), foi escrito por Chaplin em 1948, e depois, adaptado para seu filme "Luzes da Ribalta" ("Limelight" de 1952), sobre a relação entre um palhaço decadente e uma dançarina que pretendia cometer suicídio.

O livro será publicado na Inglaterra pela Cineteca di Bologna, um instituto de restauração italiano que está recuperando rascunhos encontrados no arquivo do comediante, em parceria com o seu biógrafo, David Robinson.

100 ANOS DE "CARLITOS REPÓRTER"

  • Reprodução

    Há exatamente um século a Keystone Pictures anunciava com pompa a estreia de "Making a Living". Conhecido no Brasil como "Carlitos Repórter", o curta marca a estreia de Charles Chaplin, o então "famoso pantomímico inglês", como ator de cinema. Em homenagem à data, o UOL disponbiliza o curta --já em domínio público--, acompanhado de uma resenha assinada pelo crítico Chico Firemann.

Charles Spencer Chaplin nasceu em Londes, em 1889, em uma família pobre. Seus pais sustentavam os filhos fazendo apresentações musicais. Na adolescência, ele seguiu essa carreira, até se tornar depois um ator em um grupo de teatro.

Na sua primeira aparição na tela grande, no filme "Carlitos Repórter" ("Making a Living", de 1914), Chaplin já tinha o visual que o tornaria famoso no mundo inteiro.

Segundo Robinson, a relação entre o palhaço e a dançarina em "Footlights" foi inspirada por seu encontro com a lendária dançarina russa Vaslav Nijinsky, em 1916.

O Cineteca classifica a escrita de Chaplin como "vívida, peculiar", que, "sem alteração de editores, transita livremente entre o coloquial e uma descrição típica de Charles Dickens".

"Ele olhou para seus primeiros anos profissionais em Londres, em um período em que se livrou das limitações da infância para descobrir, aos poucos, seu talento único como humorista e comunicador", informou o instituto em uma declaração.

"Mas essa introspecção também está relacionada com uma criança que teve pouca educação, quase sem formação cultural, e que foi lançada em um mundo de sucesso", continua o texto, lembrando que o desespero do palhaço ao perder sua fama reflete os próprios sentimentos de Chaplin quando sua popularidade começou a cair.

O livro é ilustrado com documentos e fotos inéditas tiradas do arquivo do ator e diretor.

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