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Ópera de Madri revive amor dos caubóis de "Brokeback Mountain"

Paul Hanna/Reuters
O tenor americano Tom Randle e o barítono canadense Daniel Okulitch participam de ensaio da versão em ópera de "O Segredo de Brokeback Mountain", no Teatro Real de Madrid Imagem: Paul Hanna/Reuters

De Madri (Espanha)

28/01/2014 16h33Atualizada em 28/01/2014 18h59

Sob a sombra ameaçadora do filme "O Segredo de Brokeback Mountain", dois caubóis com vozes de tenor e barítono revivem nesta terça-feira (28) no palco do Teatro Real de Madri a sua trágica história de amor, adaptada para uma ópera depois do sucesso nos cinemas.

Os sons da tuba e dos contrabaixos aumentam, ameaçadores, enquanto nas paredes que cercam o palco são exibidas imagens das montanhas de Wyoming.

Adaptada para o cinema em 2005 pelo diretor taiwanês Ang Lee, em um filme que venceu três Oscar, a história de Ennis e Jack ganha vida pela primeira vez em uma ópera, graças ao compositor americano Charles Wuorinen.

No palco, o barítono canadense Daniel Okulitch, que interpreta Ennis del Mar, e o tenor americano Tom Randle, que interpreta Jack Twist, se conhecem criando suas ovelhas nas montanhas de Wyoming durante o verão de 1963, que é seguido por duas décadas de sofrimento, pontuada por encontros fugazes, enquanto cada um constrói sua família.

Autor de mais de 260 composições, incluindo uma ópera adaptada de um livro de Salman Rushdie, Charles Wuorinen, de 75 anos, trabalhou em estreita colaboração com a escritora Annie Proulx.

Inspirada pelo tempo que passou em Wyoming, a autora de 78 anos publicou em 1997, na revista The New Yorker, o romance "Brokeback Mountain", que viria a inspirar o filme e esta ópera.

Um dia antes da estreia, os dois atores declararam que o enredo vai além da difícil relação entre dois homens em uma região e em uma era homofóbica.

"Ennis é conservador, combate a mudança em um nível extremamente pessoal. Já Jack é o agente da mudança, a perseverança e a força que provoca as tensões", explicou Proulx.

"Esse combate mais amplo domina toda a ópera", acrescentou.

"Lutamos para descobrir quem nós somos realmente. Uma das coisas boas dessa história é que este espelho nos coloca de frente para o público", considera Tom Randle.

Quanto à ópera, os diálogos em inglês são breves, cantados em uma linguagem simples.

A ópera conta com uma "profunda dramaturgia musical", comentou o diretor da orquestra, Titus Engel.

Alertado sobre o conservadorismo de alguns sócios do Teatro Real, Charles Wuorinen não pareceu preocupado a esse respeito: "O que os espectadores podem pensar ou dizer... não é problema meu, é seu".

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