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Justiça francesa decide que criador de Asterix não sofreu abuso

AFP
O cartunista Albert Uderzo, coautor de Asterix, durante apresentação de nova HQ do personagem Imagem: AFP

De Paris (França)

11/12/2013 13h32Atualizada em 11/12/2013 15h22

Albert Uderzo, um dos criadores do Asterix, não é vítima de abuso de incapaz, considerou a justiça francesa, que indeferiu uma ação da filha do famoso autor de histórias em quadrinhos.

"Os juízes de instrução decidiram na terça-feira (10) o arquivamento do caso", indeferindo a ação apresentada contra pessoa desconhecida pela filha do desenhista, Sylvie Uderzo, indicou à AFP a procuradoria de Nanterre (periferia de Paris).

Sylvie Uderzo acusava parentes de seu pai, atualmente com 86 anos, de se aproveitarem de seu estado de saúde para influenciar na gestão de sua obra e sua fortuna.

Em um comunicado, Albert Uderzo e sua esposa, Ada Uderzo, manifestaram o desejo de que "esta decisão coloque fim ao assédio judicial e midiático orquestrado por sua filha e seu genro Bernard de Choizy".

Já o advogado de Sylvie Uderzo, Nicolas Huc-Morel, declarou à AFP que sua cliente apelará imediatamente da decisão.

Este novo episódio judicial se inclui em um conflito familiar que começou em 2007, quando Sylvie Uderzo e seu marido foram demitidos da editora Albert René, que publica as histórias de Asterix, fundada após a morte do outro criador do personagem, René Goscinny.

Sylvie Uderzo se opunha à venda da editora ao grupo Hachette.

Albert Uderzo, por sua vez, anunciou no início de dezembro que entraria com uma ação contra sua filha e seu genro por violência psicológica, acusando-os de agir por interesse econômico.

De fato, o montante em jogo é imenso, já que Asterix e seu companheiro Obelix são uma mina de ouro. De suas aventuras, traduzidas a uma centena de idiomas, foram vendidos mais de 352 milhões de exemplares no mundo.

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