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Governo venezuelano pede ao Twitter para bloquear contas que informem sobre dólar paralelo

19/11/2013 15h50

CARACAS, 19 Nov 2013 (AFP) - O governo venezuelano pediu nesta terça-feira ao Twitter para bloquear as contas que utilizam a rede social para divulgar a cotação do dólar paralelo, que segundo o governo, gera especulação e acelera a inflação, em um país com controle cambial desde 2003.

A Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), que regula os serviços de Internet na Venezuela, dirigiu uma comunicação com "caráter de urgência" à sede do Twitter, em São Francisco (Estados Unidos), "para bloquear as contas e usuários com as páginas que ilicitamente cotavam divisas na Venezuela", explicou o organismo seu site.

Segundo a legislação venezuelana, é ilegal divulgar a cotação do dólar paralelo, que supera em mais de oito vezes a taxa de câmbio oficial, de 6,3 bolívares por dólar.

O pedido da Conatel busca evitar que os 50 sites que o governo fechou dia 9 de novembro, dentro das medidas contra a especulação, a escassez e a inflação que denomina "guerra econômica", utilizem contas do Twitter para violar a decisão oficial.

A Conatel informou a cotação do dólar no mercado negro pelo Twitter é "altamente prejudicial para a economia venezuelana e potencialmente lesiva aos fornecedores de serviço de Internet que não bloqueiem os mencionados conteúdos".

Para combater especulações, o presidente Nicolás Maduro anunciou no começo de novembro o fechamento de vários sites: dolartoday.com, tucadivi.com, lalechugaVerde.com, dolarparalelovenezuela.com, dolarparalelo.org, preciodolar.info e dolarparalelo.tk.

Apesar de a lei venezuelana proibir estas páginas, que existem há vários anos, publicam de forma permanente a cotação do chamado dólar paralelo e se o governo consegue eliminá-las, reaparecem pouco depois com outros nomes.

Na Venezuela, vigora desde 2003 o controle cambial e a única forma de adquirir dólares regulados é por meio da denominada Comissão de Administração de Divisas (Cadivi), que o vende a 6,30 ou em leilões organizados pelo Banco Central, em que se adquire entre 10 e 12 bolívares.

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