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Twitter busca evitar os erros do Facebook ao entrar na bolsa

04/10/2013 17h26

WASHINGTON, 04 Out 2013 (AFP) - O Twitter parece escolher uma entrada prudente em Wall Street, com o objetivo de levantar 1 bilhão de dólares de capital e evitar os erros de seu principal rival, o Facebook.

"A surpresa é que façam uma operação tão reduzida", destacou Michael Pachter, especialista em ações tecnológicas na empresa de investimentos Wedbush Securities, que atribui à empresa de microblogs um valor de 15 bilhões de dólares.

"É inteligente de sua parte. O erro do Facebook foi inundar o mercado" com ações, considerou. Em maio de 2012, Facebook começou a ser cotado no tecnológico Nasdaq com papéis com valor de 16 bilhões de dólares, "muito mais do que o mercado parecia poder absorver".

O primeiro dia foi atingido por problemas técnicos e em poucos dias a ação começou a cair.

Lou Kerner, fundador do fundo de investimentos Social Internet Fund, aposta em um grande interesse nas ações do Twitter, mas alerta que a empresa ainda tem que fazer esforços: "Muitos veem o Twitter e custam a encontrar valor (econômico). Não é tão fácil como (o caso do) Facebook".

Alguns analistas consideram decepcionantes os dados financeiros revelados pelo Twitter na quinta-feira.

Para Shea Bennett, que edita o blog All Twitter, dedicado à atualidade da rede, "a maior decepção é o frágil crescimento de usuários ativos".

O Twitter informou que tinha 218 milhões de usuários ativos em junho, um avanço de 44% em um ano, mas isso representa "um crescimento de apenas 14 milhões de usuários, 6,8%, desde março", destaca.

O Twitter tem "uma enorme base de usuários, é só por causa do tamanho do Facebook", que tem mais de 1 bilhão de usuários, "que esses 200 milhões não impressionam", destacou Lou Kerner.

Além disso, a empresa informou uma perda líquida de cerca de 80 milhões de dólares no ano passado e ainda maior, de US$69,3 milhões para o primeiro semestre de 2013.

Seu faturamento triplicou em 2012 a 317 milhões de dólares e alcançou 253,6 milhões nos primeiros seis meses deste ano.

É um crescimento "impressionante" segundo John Battelle, um empreendedor da web que participou do lançamento da revista Wired, especializada em novas tecnologias.

"O Twitter não é o Google", cujos lucros e volume de negócios são de milhões, "mas, também não é uma tartaruga", disse Battelle em seu blog. O especialista espera resultados muito sólidos no terceiro trimestre.

Mais cético, Trip Chowdhry, analista de Global Equity Research, pede prudência. "O otimismo sobre o Twitter está mal focado", considerou. É "uma super empresa, mas com uma valorização horrível", acrescentou.

Chowdhry considera que faltam detalhes sobre "a qualidade da entrada do Twitter", em particular a origem de seus contratos publicitários. Ele também considera que, como os usuários se voltam a redes mais visuais como Instagram (que pertence ao Facebook) ou Pinterest, o Twitter não deve valer mais de 3 bilhões de dólares.

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