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Morre o escritor alemão Erich Loest, crítico da Alemanha Oriental

O escritor alemão Erich Loest durante evento em Berlim, em 2011 - Rainer Jensen/DPA/AFP Photo
O escritor alemão Erich Loest durante evento em Berlim, em 2011 Imagem: Rainer Jensen/DPA/AFP Photo

Em Berlim

13/09/2013 11h31

O escritor alemão Erich Loest, uma das principais vozes críticas da Alemanha Oriental comunista, faleceu na quinta-feira (12) aos 87 anos, depois de se jogar pela janela, informou a polícia.

Erich Loest, considerado um dos melhores cronistas da vida cotidiana na República Democrática da Alemanha (RDA, Alemanha Oriental), aparentemente cometeu suicídio ao se jogar de um quarto de hospital, onde estava internado há alguns dias em Leipzig.

O ministro da Cultura, Bernd Neumann, afirmou que "o cronista da história alemã continuou sendo combativo e incorruptível, apesar das represálias" das quais foi vítima na Alemanha Oriental.

O escritor, que foi espionado pela Stasi, a temível polícia política da Alemanha Oriental, ficou detido por sete anos nas prisões do regime comunista por ter fundado um grupo "contrarrevolucionário". Ele descreveu esta época como "o período assassinado".

Entre suas obras mais conhecidas está "Nikolaikirche", nome da igreja de Leipzig na qual teve início o movimento de contestação ao regime comunista no fim de 1989. Neste livro, ele descreveu os últimos dias da RDA.

Loest nasceu em 1926. Foi membro do partido NSDAP de Adolf Hitler e jovem soldado nazista ao fim da guerra.

Foi comunista, mas rapidamente se desiludiu e, depois da revolta operária de 17 de junho de 1953 na RDA, se tornou uma voz tão crítica que suas obras foram censuradas.

Em 1981 se refugiou na Alemanha Ocidental e retornou a Leipzig após queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989.