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Google faz propostas a Bruxelas para superar acusações de abuso de posição dominante

09/09/2013 11h53

BRUXELAS, 09 Set 2013 (AFP) - O gigante da internet Google fez novas propostas à Comissão Europeia para colocar fim às acusações de abuso de posição dominante, o que pode levar ao arquivamento do caso se forem consideradas satisfatórias, indicou nesta segunda-feira a Comissão à AFP.

"A comissão recebeu novas propostas do Google no contexto de sua investigação por colocar obstáculos à concorrência e está analisando-as", declarou um de seus porta-vozes, Jonathan Todd.

"Se a Comissão considerar estas propostas satisfatórias, será possível alcançar uma solução amistosa nos próximos meses", acrescentou.

"Nossas propostas (de soluções) cobrem as quatro áreas de preocupação da Comissão", indicou um porta-voz do Google, Al Verney, que se negou a divulgar os detalhes. "Seguimos trabalhando com a Comissão para encerrar este caso", acrescentou.

A Comissão suspeita que o Google realizou abuso de posição dominante nos mercados da busca e da publicidade na internet ao destacar seus próprios serviços em detrimento de buscadores especializados.

A Comissão Europeia já testou no mercado, do fim de abril ao fim de junho, soluções propostas pelo Google. Entre elas, o gigante americano propunha uma identificação para os links que levassem aos seus próprios serviços de busca especializada, quando eles fossem alvos de tratamento preferencial por sua parte, para permitir que os usuários escolhessem com conhecimento de causa.

Mas estas medidas não convenceram a maioria de seus concorrentes. O comissário encarregado da Concorrência, Joaquín Almunia, escreveu em julho ao presidente executivo do Google, Eric Schmidt, para pedir melhorias.

Os principais competidores do Google, agrupados na coalizão FairSearch, reagiram nesta segunda-feira em um comunicado no qual pedem que "os usuários e os concorrentes do Google sejam consultados sob a forma de novos testes de mercado completos". A comissão não informou se fará estes testes.

A Comissão Europeia abriu uma investigação contra o Google em novembro de 2010, depois que várias queixas foram apresentadas.