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Morre estrela do balé Maria Tallchief, musa de Balanchine

09.mai.2006 - A podutora e bailarina Maria Tallchief durante o evento Celebration of Diversity em Beverly Hills, na California - Mark Mainz/Getty Images
09.mai.2006 - A podutora e bailarina Maria Tallchief durante o evento Celebration of Diversity em Beverly Hills, na California Imagem: Mark Mainz/Getty Images

12/04/2013 19h24

Nova York - Maria Tallchief, lendária bailarina do New York City Ballet e que foi mulher e musa do coreógrafo George Balanchine, morreu na quinta-feira (11) em Chicago, aos 88 anos, anunciou sua família nesta sexta.

Com origem indígena de Oklahoma (sul dos EUA) por parte de pai e irlando-escocesa por parte de mãe, Maria Tallchief, cujo verdadeiro nome era Elizabeth Marie Tall Chief, foi a primeira ameríndia a ser escolhida como bailarina-estrela de uma grande companhia.

Começou a carreira aos 17 anos, no Ballet Russo de Montecarlo em 1942 e rapidamente se tornou uma das principais solistas. Nessa época, conheceu George Balanchine, 21 anos mais velho, com quem se casou em 1946. Depois, foi convidada para integrar a Ópera de Paris, junto com ele, em 1947. O casal retornou para os EUA no ano seguinte, e Balanchine voltou a se dedicar ao New York City Ballet.

Maria Tallchief logo ganhou fama internacional, após sua atuação no balé "O pássaro de fogo", de Igor Stravinsky, e outros papéis criados por Balanchine. O casal se divorciou em 1950.

Maria Tallchief permaneceu no New York City Ballet até 1965, mas também atuou em outras companhias, como o American Ballet Theatre (1949), o Ballet Russo de Montecarlo (1954), ou o Ballet da Ópera de Hamburgo (1965).

Em 1981, ela e sua irmã, Marjorie, também bailarina, fundaram o Chicago City Ballet, do qual foi diretora artística por seis anos.