PUBLICIDADE
Topo

Diretor do Bolshoi acredita que outras pessoas estavam envolvidas em ataque

Sergei Filin, diretor artístico do balé Bolshoi, deixa hospital em Moscou após ter sofrido um ataque com ácido que atingiu os olhos e o rosto, no mês passado - Misha Japaridze/AP
Sergei Filin, diretor artístico do balé Bolshoi, deixa hospital em Moscou após ter sofrido um ataque com ácido que atingiu os olhos e o rosto, no mês passado Imagem: Misha Japaridze/AP

07/03/2013 06h17

O diretor artístico do teatro Bolshoi, Serguei Filin, vítima de um ataque com ácido em janeiro, não acredita que o crime tenha sido esclarecido, apesar da confissão de um bailarino e de dois supostos cúmplices, afirmou a esposa da vítima.

Filin, que atualmente recebe tratamento médico na Alemanha, "está convencido de que o círculo de pessoas envolvidas no crime é muito mais amplo. Esperamos que as forças de segurança desmascarem todos os envolvidos", declarou a esposa do diretor, Maria Prorvitch, ao jornal "Komsomolska¯a Pravda".

A polícia anunciou na quarta-feira (6) que o suposto autor intelectual do crime, o bailarino Pavel Dmitritchenko, assim como o agressor e seu motorista admitiram suas respectivas culpas.

Um canal de televisão russo exibiu um vídeo da confissão de Pavel Dmitritchenko filmado pela polícia.

"Eu organizei o ataque, mas não queria chegar tão longe", afirma no vídeo.

Agredido com ácido em 17 de janeiro perto do edifício na qual mora, Filin vinculou imediatamente o ataque a sua atividade profissional. Em uma entrevista ele afirmou que estava "absolutamente seguro" da identidade do agressor, mas não revelou outros detalhes.

Ao ser questionada se Filin suspeitava de Dmitritchenko, a esposa afirmou que "esta era sua ideia".

Mas de acordo com Maria Prorvitch, o diretor não acredita na versão divulgada pela imprensa de que o motivo do crime foi a companheira de Pavel Dmitritchenko, a bailarina Angelina Vorontsova, preterida por Filin para o papel principal em uma encenação de "O Lago dos Cisnes".

"Serguei acredita que os motivos do crime são outros. A jovem é um pretexto, mas com certeza não é a razão principal", declarou.

O agressor que jogou ácido sulfúrico no rosto de Filin recebeu 50.000 rublos (1.630 dólares), segundo a polícia.

O suposto agressor, Yuri Zarutski, de 35 anos, que segundo a imprensa tem antecedentes penais, confessou o crime na quarta-feira.

Além de Zarutski, o motorista que o levou ao local do crime também admitiu culpa.

Os três homens serão levados a um tribunal de Moscou que decidirá sobre a prisão preventiva.

No caso de um indiciamento por atentado grave contra a saúde de Filin, que sofreu queimaduras de terceiro grau, eles podem ser condenados a até 12 anos de prisão.