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'Uma Jornada Particular' festeja 65 anos do Festival de Cannes

20/05/2012 16h11

CANNES, França, 20 Mai 2012 (AFP) -Para comemorar os 65 anos do Festival de Cannes, seu presidente, Gilles Jacob, conta em imagens "Uma Jornada Particular", exibido neste domingo e produzido por 35 dos maiores cineastas do mundo, reunidos para esta edição do festival.

"Uma Jornada Particular" foi exibido em sessão especial. Para festejar o 65º aniversário, Cannes pediu a 35 cineastas, de Polanski a Moretti (presidente do júri da Palma de Ouro deste ano), passando por Atom Egoyan ou Wong Kar-wai, Raúl Ruiz, Ken Loach, Assayas, Wim Wenders, Cronenberg e os irmãos Dardenne, que contassem em três minutos seu amor pela sétima arte.

Todos participaram e se reuniram em Cannes para apresentar em uma sessão de gala o conjunto desses curtas, reunidos em um longa de título "A Cada Qual Seu Cinema".

Gilles Jacob captou com sua câmera os rituais que fazem parte de Cannes: desde a chegada dos artistas aos palacetes onde se hospedam, passando pelos ensaios da cerimônia noturna no jantar do Palácio dos Festivais, da sessão de fotos à triunfal subidas das escadas, além do jantar de gala e dos fogos de artifício.

O espectador, que passeia pela intimidade dos grandes personagens, que têm um dia para se acostumar uns com os outros, observa a amabilidade de um, o ego hipertrofiado do outro, o que empurra para aparecer em primeiro plano, ou o sonhador, sempre distraído.

"Alguns conseguem passar na frente dos outros, mas também são observados os pequenos gestos afetuosos, como baixam a guarda pouco a pouco, tornam-se amigos e esquecem a rivalidade profissional", diz Gilles Jacob ao mostrar seu trabalho.

"Era cômico mostrar a progressão dessa relação, mas também os rituais dos bastidores de Cannes", declarou.

Na briga pela Palma de Ouro, um filme sobre "uma caça às bruxas contemporânea", do dinamarquês Thomas Vinterberg, que explora a histeria coletiva de uma comunidade contra um homem acusado falsamente de pedofilia, foi aplaudido hoje em Cannes.

O cineasta, que conquistou o prêmio do júri de Cannes em 1998 com o polêmico "Festa de Família", retorna ao festival, 14 anos depois, com "The Hunt", que conta a história de um homem cuja vida é abalada pela mentira de uma criança, que o acusa de ter abusado dela.

"A obra foi inspirada em casos reais que aconteceram na Dinamarca e em outros países nórdicos", disse o cineasta, que completou 43 anos ontem, em Cannes.

Já o nome do francês Jean-Louis Trintignant começou a ser citado hoje como possível vencedor do prêmio de melhor ator do festival, por seu papel em "Amour", do austríaco Michael Haneke, que fala de amor, velhice, doença e morte.

O cineasta austríaco, premiado com a Palma de Ouro em 2009, por "A Fita Branca", concorre este ano com um filme que tem um olhar austero e impiedoso sobre os estragos causados pela velhice.

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