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Plataforma na internet une ex-extremistas e vítimas para combater a violência

25/04/2012 17h31

NOVA YORK, EUA, 25 Abr 2012 (AFP) -Ex-extremistas arrependidos e vítimas da violência e do terrorismo participam, a partir desta quarta-feira, de uma plataforma inovadora na internet para prevenir a radicalização dos jovens, com o objetivo de compartilhar experiências e apoio, do Paquistão a El Salvador e da Indonésia a Los Angeles.

A rede "Contra o Extremismo Violento" (AVE, segundo as siglas em inglês) foi apresentada em Nova York por um consórcio de empresas e organizações, entre elas, o Instituto para o Diálogo Estratégico, Google Ideas e a fundação Gen Next, com a participação de pessoas que já cometeram atos desse tipo e mudaram de comportamento, além de vítimas.

"O objetivo é criar um movimento global contra o extremismo", disse Sasha Havlicek, diretora do Instituto para o Diálogo Estratégico com sede em Londres, presente ao lançamento da plataforma AVE nos escritórios do motor de busca Google, em Manhattan.

Para Robert Orell, que participou dos movimentos extremistas suecos e agora dirige a ONG Exit Sweden, que trabalha para tirar jovens do ambiente neonazista em seu país, "é importante conectar-se com pessoas em todo o mundo" para atacar esse problema.

A ideia surgiu em meados do ano passado, numa reunião de cúpula contra o extremismo violento organizada em Dublin por Google Ideas e da qual participaram ex-extremistas e membros de grupos violentos, vítimas e ativistas e organizações que lutam contra a radicalização.

"Ficamos surpreendidos com o número de pessoas que querem colaborar", explicou Yasmin Dolatabadi, do Google Ideas, ao recordar a origem da plataforma, que aspira a ter 500 membros dentro de um ano e mais de 1.000 em dois.

A iniciativa propõe, por exemplo, que "um ex-extremista do Paquistão possa discutir como combater o terrorismo com um ex-membro de uma gangue em El Salvador".

"A rede está baseada na crença de que há lições que podem ser ensinadas entre grupos que combatem diferentes formas de extremismo, desde o islamismo até os movimentos racistas brancos. Por exemplo, a experiência demonstra que as medidas práticas exigidas para ajudar um indivíduo que abandona um desses grupos são semelhantes", segundo os organizadores.

Na tarde de quarta-feira, a plataforma www.againstviolentextremism.org indicava ter 400 conexões, entre elas as de 44 ex-extremistas ou membros de grupos violentos, 18 sobreviventes e 20 projetos.

Entre os exemplos de projetos apresentados nesta quarta-feira está um lançado pelo Tribeca Film Institute (TFI) de Nova York com a ONG Southern California Crossroads para criar um curso de informática numa escola de Lennox, uma cidade humilde perto de Los Angeles (oeste de Estados Unidos).

Lennox é composta por 93% de imigrantes latinos, dos quais 31,5% vivem abaixo da pobreza, e considerada pela imprensa americana "a capital do recrutamento de gangues nos Estados Unidos".

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