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Cachorro, cavalo, urso, lobo: tão estrelas de cinema quanto os humanos

23/02/2012 14h01

PARIS, 23 Fev 2012 (AFP) -Da mesma maneira que Jean Dujardin e Berenice Bejo, o cão Uggie conquistou seu título de estrela internacional graças ao filme mudo "O artista", uma condição de dar inveja aos outros gatos, cavalos, ursos ou lobos que vivem verdadeiras carreiras de atores.

Recompensado com o prêmio de interpretação canina do primeiro "Coleira de Ouro" em Los Angeles, o pequeno astro canino fez demonstrações de skateboard no palco do famoso talk show televisivo americano Ellen DeGeneres. O cão da raça Jack Russel treinado por Omar von Muller é um verdadeiro profissional e também apareceu em "Água para Elefantes", com Reese Witherspoon e Robert Pattinson.

Um outro ator de peso também tenta se destacar nas telas em "Cavalo de guerra", de Steven Spielberg: um baio meio-sangue que encarna Joey, um cavalo apanhado pela tormenta da guerra de 1914.

Antes dele, os cavalos do filme "Coração de cavaleiro" levaram o treinador Mario Luraschi a ser homenageado no Oscar de 2002.

"Meus cavalos cumprem papéis como os homens. Eles não se comportam da mesma maneira quando estão em casa. Na filmagem, concentrados, eles atendem minhas ordens para gravar uma cena", explicou à AFP Mario Luraschi, que acaba de completar as filmagens do filme Jappeloup, que estará no cinema no fim de 2012.

"As premiações para animais são merecidas, mas também é preciso recompensar os treinadores, pois um bom animal sem um bom treinador não é nada e vice versa!", destacou.

"As pessoas não se dão conta que leva centenas, às vezes milhares, de horas para treinar um cachorro", acrescentou Omar von Muller.

"Para um filme, eu utilizo vários cavalos e os escolho em função das cenas. Os animais não têm as mesmas motivações que os humanos e não podem trabalhar por horas a fio", conta Mario Luraschi.

Os animais selvagens, como os lobos, os ursos e aves de rapina também trabalham para o cinema.

Gato, o mais difícil Especialista em treinamento de lobos e ursos, Jean-Philippe Roman "estabeleceu uma grande cumplicidade com os bichos selvagens".

"O cinema não é um circo, o animal precisa ser o mais natural possível. O espectador deve ter a impressão de que o lobo ou o urso vivem na natureza", ressalta.

Quando não estão em um set de filmagem, os ursos que participaram do filme "Os visitantes II" vivem em um parque natural de Aveyron.

Por sua vez, Frederique Flaesch, "conselheiro técnico animal" para cinema, TV e teatro, está à frente de um plantel de 40 pássaros, 15 cães e gatos e inúmeros ratos e animais de fazenda.

"O gato é o ator mais difícil de dirigir, pois ele não é adestrado. Eu os seleciono quando são muito jovens, de acordo com a docilidade, porque é muito difícil refazer várias vezes a mesma coisa", disse.

Atualmente, um de seus gatos está em um teatro de Paris contracenando em uma peça de Marcel Pagnol, "A mulher do padeiro".

"A gata precisa comer por muito tempo em sua tigela todas as noites. Não é fácil para ela se apresentar diante de um público de mais de 800 pessoas".

Para Melanie Poux que se define como educadora de animais domésticos e selvagens, "os animais são bons atores se sentirem prazer".

"O aprendizado com recompensa faz parte do jogo", explica.

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