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ONG critica situação da liberdade de imprensa no Brasil

24/01/2012 23h08

PARIS, 25 Jan 2012 (AFP) -A repressão contra jornalistas cresceu nos Estados Unidos e Chile, enquanto a segurança no Brasil degradou-se, disse nesta quarta-feira a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que citou as dificuldades em México, Honduras e Cuba em sua Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2012.

Nos Estados Unidos, "mais de 25 jornalistas enfrentaram durante dois meses detenções e a brutalidade" da polícia nos protestos anticapitalistas do movimento 'Occupy' em 2011, assegurou a ONG, que tirou do país 27 degraus em relação à sua classificação anterior, localizando-se no 47º lugar da lista de países com menos liberdade de imprensa no mundo.

Por sua vez, o Chile, cuja "revolta estudantil também questionou a extrema concentração da imprensa", foi cenário de "violência contra os jornalistas" e de "atentados contra redações, ataques físicos e online", segundo a RSF, que deu ao país sul-americano o 80º lugar, 47 degraus abaixo que no ano anterior.

"Dois mil e onze será lembrado pelos claros retrocessos" do Brasil, que caiu 41 lugares e agora ocupa o 99º posto, segundo RSF.

A ONG francesa argumentou que "no Norte e Nordeste brasileiro, assim como nas regiões de fronteira com o Paraguai, é perigoso tratar de temas como a corrupção local, as atividades do crime organizado e os ataques ao meio ambiente".

Três jornalistas e blogueiros foram assassinados no Brasil em 2011, assegurou a organização, que afirmou que o Paraguai, onde um jornalista foi assassinato e o sindicato denuncia a falta de uma lei de acesso à informação pública, caiu 26 lugares para ficar no posto 80.

O México "continua sua queda (perdeu 13 lugares, para ficar no 149), no trágico contexto da ofensiva federal contra o narcotráfico", disse a RSF, que afirmou que "cinco jornalistas foram assassinados" nesse país, além dos "crimes e represálias contra os internautas".

Honduras (135), com "cinco jornalistas assassinados em 2011", ratificou "sua sinistra reputação como o país mais perigoso do continente" e "continua estancada no final da lista" na América Central desde o golpe de Estado de junho de 2009, denunciou RSF.

Mas Cuba ocupa o "último lugar do continente" (167) por não "ter realizado a abertura em matéria de liberdades públicas e de direitos humanos", segundo a mesma fonte.

Em contraste, a Costa Rica (19) chegou este ano ao primeiro lugar dos países latino-americanos, posição que tradicionalmente disputava com o Uruguai (32), enquanto que o Canadá "volta a estar na liderança da classificação do continente" (subiu 11 lugares, ocupa o 10)", segundo a RSF.

A Colômbia (143) se viu manchada pelo "assassinato de um jornalista" e "a persistência das ameaças, os exílios e as suspensões trabalhistas forçadas" de jornalistas, denunciou a RSF, que reconheceu, no entanto, "os avanços judiciais" do país.

Por sua vez, o Peru (115) foi cenário de três assassinatos de jornalistas, ao que se somou "à multiplicação de processos penais por 'difamação' ou 'injúria'", segundo a organização.

Os países que se seguem na classificação de liberdade de imprensa são: Venezuela, (117), Panamá (113), Bolívia (108), Equador (104), Guatemala (97), República Dominicana (95), Nicarágua (72), Guiana (58), Haiti (52), Trinidad e Tobago (caiu 20 lugares, ocupa 50º), Argentina (47) e El Salvador (37).

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