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Tesouros históricos da arte dos EUA voltam a brilhar em Nova York

12/01/2012 19h10

NOVA YORK, EUA, 12 Jan 2012 (AFP) -O Museu Metropolitano de Nova York inaugurou nesta quinta-feira os novos espaços dedicados à história da pintura e da escultura americanas, ao final de um projeto de renovação avaliado em 100 milhões de dólares.

"Completamos, hoje, dez anos do início do projeto destinado a reinventar e reconstruir as galerias. É um grande momento para o Museu Metropolitano", disse o presidente da "American Wing", Morrison Heckscher, ao apresentar à imprensa as novas instalações.

A renovação da coleção de história da arte dos Estados Unidos, que vai do século XVIII ao começo do XX, foi realizada depois que Heckscher e sua equipe chegaram à conclusão de que a antiga disposição "não fazia justiça às obras exibidas".

As 26 salas de estilo clássico que ocupam 2.800m2 passaram por trabalhos de reforma fazendo ressurgir "galerias com uma atmosfera histórica" apresentando obras-primas da pintura, da escultura e da arte decorativa, acrescentou Heckscher.

A nova configuração da 'American Wing' permite que os olhares se voltem, naturalmente, para o imenso óleo "Washington cruzando o rio Delaware", do germano-americano Emanuel Leutze, que retrata de forma épica um momento emblemático da guerra da independência americana.

Objeto de veneração, o quadro, pintado na Alemanha, em 1851, mostra o herói revolucionário e primeiro presidente dos Estados Unidos cruzando com suas tropas o rio que separa a Pensilvânia de Nova Jersey, numa humilde embarcação de madeira e em meio aos blocos de gelo, no Natal de 1776.

Outra pintura significativa é a tela "Os últimos momentos de John Brown", do final do século XIX assinada pelo irlandês-americano Thomas Hovenden, no qual se vê o líder abolicionista beijando um bebê negro no caminho para o patíbulo, pouco antes da explosão da guerra civil nos Estados Unidos.

As espetaculares paisagens do Novo Mundo, em destaque, são um dos temas recorrentes da arte americana e encontram sua expressão máxima na "Escola do Rio Hudson", um movimento influenciado pelo romantismo do século XIX, ao norte de Nova York, e liderado por Thomas Cole.

Em seu conjunto, as galerias oferecem um percurso pelo imaginário americano e suas correntes artísticas, desde retratos do período colonial (1730-1776), com John Singleton Copley na liderança, até o impressionismo (1880-1920) importado da Europa por Childe Hassam.

"Tentamos desenvolver linhas unificadas de argumentos sobre a evolução da pintura e da escultura nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, essas linhas seguem paralelas à história do país", assinalou a curadora Elizabeth Mankin Kornhauser.

A primeira parte de renovação da "American Wing" havia sido concluída em janeiro de 2007 com as galerias dedicadas às artes clássicas nos Estados Unidos, e a segunda, em maio de 2009, com a renovação do espaço do mobiliário e da decoração dos interiores históricos.

Estão sendo expostos, agora, 17.000 quadros e objetos.

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