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Dançarina de flamenco, Cristina Hoyos volta a Paris com espetáculo inspirado em García Lorca

30/11/2011 16h50

PARIS, França, 30 Nov 2011 (AFP) -O "flamenco é uma paixão que se dança", disse Cristina Hoyos, a única 'bailaora' que se apresentou na Opera de Paris e que regressa à capital francesa para se despedir dos palcos com "El Poema del Cante Jondo en el Café de Chinitas", um canto primitivo andaluz, inspirado no poeta espanhol Federico García Lorca.

Com o cabelo cinzento recolhido e seu inconfundível e elegante movimento de mãos, esta lenda viva do flamenco dança, bate palmas e dirige sua companhia num espetáculo no Palais des Congrès de Paris.

"El Poema del Cante Jondo en el Café de Chinitas", inspirado no Romancero Gitano de Federico García Lorca, será, talvez, o "começo do adeus à dança" da 'bailaora', mas não da coreógrafa, que internacionalizou o flamenco.

Na peça, com apresentação até sábado, Hoyos interpreta a velha que lê as cartas e que iniciou no amor todos os jovens no cabaré, onde ressoam as guitarras, o sapateado, o 'cante jondo' que, segundo Lorca, é mais profundo "que todos os poços e os mares".

"O flamenco é uma arte muito passional. É o transmitir de sentimentos: amor, desamor, tormento, alegria, sensualidade", disse Hoyos em entrevista à AFP.

A artista começou a dançar na Sevilha natal aos 12 anos, subjugando aos 23, com sua dança, Antonio Gades, que a transformou em estrela internacional com "Bodas de Sangre", filmada pelo cineasta espanhol Carlos Saura.

Cristina Hoyos, que triunfou na Opera de Paris em 1991 com "Sueños Flamencos", falou durante a entrevista, de sua imensa admiração e amor por Lorca, e as afinidades que a ligam ao poeta andaluz.

"García Lorca era profundo, alguém que conhecia muito bem seu povo (...) Foi, inclusive, um amante do flamenco", disse, lembrando que o poeta, assassinado em agosto de 1936, chegou até a organizar um concurso dessa dança, em 1922.

"Lorca se inspirava nas temas populares, mas não é fácil desenvolver seus textos", admitiu. "Tentamos dar o melhor de nós mesmos, através de movimentos, olhares, da dança, para transmitir ao público tudo o que ele queria dizer com seus textos".

Depois de deixar Paris, Hoyos apresentará em fevereiro, em Madri, uma zarzuela, opereta, "El Gato Montés", ao mesmo tempo em que prepara um espetáculo a ser apresentado na China, em 2012.

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