PUBLICIDADE
Topo

Maior feira de arte contemporânea dos EUA, "Art Basel" faz 10 anos

Imagem da instalação do artista brasileiro Paulo Nazareth exposta na vernissage da Art Basel, em Miami (30/11/2011) - AP Photo/ Lynne Sladky
Imagem da instalação do artista brasileiro Paulo Nazareth exposta na vernissage da Art Basel, em Miami (30/11/2011) Imagem: AP Photo/ Lynne Sladky

30/11/2011 19h40

MIAMI, EUA, 30 Nov 2011 - Art Basel Miami Beach, a maior feira de arte contemporânea dos Estados Unidos, filial da realizada em Basileia, Suíça, celebra 10 anos, com uma edição rica em exposições e negócios, entre quinta-feira e domingo, atraindo milionários imunes à crise, vindos de vários países.

"Para nós é muito importante estar agora na cidade, onde tudo gira em torno; além disso, o evento reúne uma clientela valiosa que não sente realmente a crise", disse à AFP Marco Berengo, diretor da Venice Projects, uma galeria italiana que receberá, nesta quinta-feira, a visita de compradores de arte, principalmente europeus.

Há 10 anos, quando a filial da principal feira de Basileia (Suiza), desembarcou em Miami Beach, a cidade rotulada de paraíso dos aposentados, sede de festas tropicais, capital do exílio cubano e ninho de traficantes de drogas, ganhou o respeito da comunidade artística por este acontecimento anual.

Estarão representadas no Centro de Convenções de Miami Beach e no Miami Design District 260 galerias da América do Norte, Europa, América Latina, Ásia e África, com exposições de trabalhos de 2.000 artistas. Os organizadores aguardam a visita de 50.000 pessoas.

"Na Art Basel Miami Beach, artistas expressam ideias e reflexões, através de uma proposta bem atual", explicou à AFP Javier Martín, criador de 14 peças plásticas, em exibição na galeria Baltus.

Embora Martín, de 26 anos, negue-se a falar do preço delas, conta que faz em seus trabalhos "uma crítica social, sobre como as coisas vão mal, de todos os ângulos da sociedade".

A peça que vem despertando mais interesse é "Escopetas de Louis Vuitton", na qual rifles são construídos com bolsas da grife, tecidos e broches, como forma de expressar a dominação do mercado das grandes marcas que definem os dogmas de uma geração.

Em torno da Art Basel Miami Beach surgem feiras paralelas, exposições de rua, em meio a limusines, carros com motoristas e salões patrocinados por marcas de luxo - Fendi, Audi, Veuve Clicquot à espera de compradores, que levam de brinde uma toalha - edição limitada da casa Sotheby's - de quase 100 dólares.

"Vem gente de todo o mundo, especialmente da Europa, e a verdade é que nossa clientela não foi afetada pela crise, e prefere comprar arte, um investimento mais seguro hoje em dia", comentou Cristina Grajales, uma colombiana radicada em Nova York e que há sete anos expõe no Miami Design District.

Segundo o jornal Miami Herald, toda a cidade se beneficia de um evento que a priori parece destinado a uma pequena elite: hotéis, restaurantes e a própria MCH Swiss Exhibition, empresa proprietária da Art Basel, que espera receber 11 milhões de dólares dos vendedores de arte, o que representaria um aumento de 4% em relação a 2010.