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Morre o cineasta britânico Ken Russell

28/11/2011 14h16

LONDRES, 28 Nov 2011 (AFP) -O cineasta britânico Ken Russell, que foi indicado ao Oscar de melhor diretor em 1970 por "Mulheres Apaixonadas" (Woman in Love"), faleceu no domingo aos 84 anos, anunciou seu filho Alex.

Descrito frequentemente como o "enfant terrible" do cinema britânico, devido principalmente a sua exploração particular de temas como o sexo e a religião em seus filmes, Russell foi um dos cineastas mais aclamados de sua geração.

Além de "Mulheres Apaixonadas", que deu o Oscar de melhor atriz a Glenda Jackson, Russell também dirigiu "Os demônios" (The Devils, 1971), "Tommy" (1975) e o filme de ficção científica "Viagens Alucinantes" ("Altered States") ao longo de uma carreira de quatro décadas no cinema e na televisão.

Nascido na cidade inglesa de Southampton no dia 3 de julho de 1927, Russell serviu na Real Força Aérea e na Marinha Mercante antes de iniciar uma carreira como fotógrafo.

Seus primeiros filmes em preto e branco o levaram à BBC, onde fez seu nome ao realizar 30 documentários, entre os quais se destaca o de pop art intitulado "Vamos com calma!" (1962), que influenciou o "Laranja Mecânica" (1962), de Stanley Kubrick.

Embora tenha rodado seu primeiro filme de ficção, "French dressing", em 1963, o sucesso não veio, até que adaptou o romance de D.H. Lawrence "Mulheres Apaixonadas" (1969), que causou frisson por incluir uma cena de luta entre seus dois principais atores masculinos, Alan Bates e Oliver Reed, completamente nus.

"Antes disso, era um diretor de televisão lúcido e simpático. Agora é um diretor de cinema louco e simpático", disse certa vez Oliver Reed, que voltou a trabalhar com ele em "Tommy". O êxito de "Mulheres Apaixonadas" permitiu que o diretor se lançasse a outros tipos de filmes que formaram a sua reputação de excêntrico.

Pouco depois filmou o drama religioso "Os Demônios", inspirado em um livro de Aldous Huxley, que foi "censurado" por sua distribuidora, para sua estreia no Reino Unido e nos Estados Unidos.

"O que a censura cortou de 'Os demônios' foi quase tanto quanto o restante do filme", lembrou nesta segunda-feira o diretor e produtor britânico Michael Winner, ao saudar a "excepcional contribuição" de Russel para a televisão e o cinema britânicos. "Ele os levou a áreas nas quais nunca havia entrado", acrescentou.

"Tommy" foi outro filme inovador, uma adaptação cinematográfica da ópera rock do The Who, protagonizado pelo vocalista da banda, Roger Daltrey e em que figuravam desde Elton John a Tina Turner, passando por Eric Clapton ou Jack Nicholson, um grande sucesso de bilheteria.

Seus trabalhos posteriores foram mais modestos e incluem filmes de ficção científica como "Viagens Alucinantes" e paródias de terror como "A maldição da Serpente" (1988), em que Hugh Grant aparece muito jovem.

Nos últimos anos, Russell reduziu sua atividade cinematográfica, embora tenha dirigido o clip de "Nikita" para Elton John e tenha feito uma de suas primeiras atuações com Sean Connery e Michelle Pfeiffer em "A casa da Rússia", dirigida Fred Schepisi.

Casado quatro vezes, nos últimos anos Russell fez outras breves aparições e chegou a participar, em 2007 do 'reality show' britânico "Celebrity Big Brother", embora tenha saído rapidamente.

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