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Lançada nos Estados Unidos única biografia autorizada de Steve Jobs

24/10/2011 17h28

NOVA YORK, 24 Out 2011 (AFP) -A única biografia autorizada de Steve Jobs foi lançada nos Estados Unidos esta segunda-feira, duas semanas e meia depois da morte do gênio perfeccionista que revolucionou o mundo, mas que também foi um chefe temido e um homem cuja vida foi marcada pela condição de filho adotivo.

O aguardado livro, escrito por Walter Isaacson, intitulado simplesmente "Steve Jobs", retrata em suas 630 páginas o visionário da tecnologia em seus pontos altos e baixos e já faz parte da lista dos livros mais vendidos para o leitor digital Kindle, da Amazon.

"Tive muita sorte na minha carreira e na minha vida. Fiz tudo o que podia fazer", confidenciou Jobs ao seu biógrafo pouco antes de sua morte, aos 56 anos, em 5 de outubro.

"Exijo das pessoas a perfeição, é o que eu persigo", revelou a Isaacson em uma das 40 entrevistas celebradas entre 2009 e 2011.

O livro revela uma personalidade complexa, que segundo o biógrafo "era capaz de deformar a realidade" se esta não lhe conviesse.

Segundo Isaacson, Jobs foi um gênio de criatividade rara que revolucionou seis indústrias: a dos computadores, a dos filmes de animação, a da música, a dos telefones, a dos tablets e a da publicação digital.

Steve Jobs era filho adotivo, uma condição que marcou sua vida. Ele cresceu nos anos 1970, na Baía de San Francisco, rodeado pela cultura hippie, e fascinado pela tecnologia.

Entre as passagens mais chamativas do livro está a que se refere ao seu câncer, do qual tomou conhecimento em 2003.

O co-fundador da Apple se recusou a se operar durante nove meses porque não queria que abrissem seu corpo, elegendo outros métodos para enfrentar a doença, com um estrito regime vegetariano, acupuntura e outros tratamentos encontrados na internet.

Quando finalmente aceitou ser operado, o câncer tinha se espalhado e Jobs mentiu publicamente, afirmando estar "curado", enquanto se submetia a uma série de tratamentos.

Em agosto, o gênio da Apple pensava ainda ter tempo, ao confidenciar a Isaacson: "sei que haverá muitas coisas no seu livro das quais não gostarei. Eu o lerei dentro de um ano, se ainda estiver aqui".

"Às vezes acredito em Deus, às vezes, não. Acho que é 50, 50. Talvez porque queira acreditar na vida depois da morte", afirmou em outra passagem.

Entre seus planos, Jobs queria criar uma televisão Apple "muito fácil de usar" e que fosse "integrada a todos os outros aparelhos" que tinha desenvolvido, com o objetivo final de fazer com a TV o que tinha feito com os computadores, os reprodutores de música e os telefones".

Tanbém queria destruir o Android, sistema operacional para celulares inteligentes do Google, o qual considerava ter sido roubado do iPhone.

"Lutarei até meu último suspiro e gastarei cada centavo dos 40 bilhões que a Apple tem no banco para corrigir isso. Vou destruir o Android porque é um produto roubado. Estou preparado para uma guerra termonuclear", desafiou.

No campo da política, Jobs se dizia "desiludido" com o presidente Barack Obama, embora em fevereiro passado lhe tenha dito, durante um jantar, que estava pronto para fazer o que ele lhe pedisse para ajudar os Estados Unidos.

Como chefe, era terrível, "um dos piores do mundo", na definição do seu biógrafo. "Podia ser muito duro, fosse com uma empregada ou com um programador que passou a noite trabalhando. Era capaz de dizer-lhes, 'o que você faz não serve para nada'", escreveu Isaacson.

Apesar de milionário, Jobs demonstrava uma relação de desconfiança com o dinheiro: "vi muita gente na Apple que era simpática e simples e que quando enriqueceu, comprou Rolls Royce, casas. Ficaram estranhos. Prometi que não deixaria o dinheiro arruinar a minha vida".

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