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'Histórias que só existem quando lembradas' leva menção em San Sebastián

24/09/2011 18h38

SAN SEBASTIÁN, Espanha, 24 Set 2011 (AFP) -O filme "Histórias que só existem quando lembradas", da brasileira Julia Murat, levou uma menção especial do Prêmio Horizontes Latinos, da 59ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, que se encerrou este sábado.

A Concha de Ouro de melhor filme, prêmio máximo da mostra, foi atribuída ao espanhol "Los pasos dobles", de Isaki Lacuesta.

A premiação máxima à fita espanhola surpreendeu, assim como a atribuição do prêmio de melhor diretor para o grego Filippos Tsitos, por "Adikos Kosmos", filme que levou ainda a Concha de Prata de melhor ator com outro grego, Antonis Kafetzopoulos.

O prêmio de melhor atriz ficou com a espanhola Maria león, por sua atuação em "La voz dormida", de Benito Zambrano. A fita japonesa "Kiseki", de Hirokazu Kore-eda, uma das favoritas ao prêmio de melhor filme, teve que se conformar com o de melhor roteiro.

O longa francês "Skylab", de Julie Delpy, que causou ótima impressão no festival, ficou com o prêmio especial do júri.

O argentino "Las acacias", de Pablo Giorgelli, levou o Horizontes Latinos. Nesta seção, duas outras produções latino-americanas ganharam menções especiais: "Histórias que só existem quando lembradas", da brasileira Julia Murat, e "Miss bala", do mexicano Gerardo Naranjo.

O prêmio principal para "Los pasos doblesš causou enorme surpresa, pois o filme, muito pessoal e hermético, fruto da colaboração do diretor com o pintor espanhol Miquel Barceló, dividiu opiniões.

Na trama, Lacuesta e Barceló seguem a pista do artista francês François Augiéras e do cofre cheio de afrescos que supostamente ele enterrou no deserto.

A história de Augiéras, escritor e pintor, mas também um aventureiro que passou muito tempo na África, permite a Lacuesta encadear uma série de cenas e imagens africanas para mostrar Barceló trabalhando e falar da influência africana na obra do artista espanhol.

"Meu filme será entendido", disse Lacuesta, ao receber o prêmio, no centro Kursaal de San Sebastián, onde se celebrou a cerimônia de encerramento da mostra.

"Não sinto amargura pelos críticos que falaram mal do meu filme. Sou muito feliz", emendou.

O prêmio de melhor diretor a Filippos Tsitos consagrou o estranho "Adikos Kosmos", que conta a história de um policial que decide que a justiça é sua máxima aspiração e prefere soltar os criminosos se acredita que agiram levados pelas circunstâncias.

O papel do policial valeu a Concha de Prata de melhor ator a Antonis Kafetzopoulos, enquanto o prêmio de melhor atriz foi para a espanhola Maria León por sua atuação em "La voz dormida", de Benito Zambrano, no qual interpreta uma jovem que precisa ajudar a irmã, detida em uma prisão franquista, na Espanha do pós-guerra.

"Estou muito surpresa", disse, emocionada, a atriz, franca favorita ao prêmio.

A produção francesa "Le Skylab", da diretora Julie Delpy, levou o prêmio especial do júri e o cineasta japonês Hirokazu Kore-eda, cujo filme "Kiseki" era apontado como possível ganhador da Concha de Ouro, teve que se conformar com o prêmio de melhor roteiro.

"Quero compartilhar este prêmio com as crianças que estão agora esperando no Japão. Quando voltar, celebraremos", disse Kore-eda ao receber a estatueta, em alusão aos pequenos protagonistas de sua fita, na qual dois irmãos que vivem separados, um com o pai e outro com a mãe, querem se reunir.

No total, 16 filmes disputaram a Concha de Ouro de melhor filme desta edição do festival de San Sebastián, encerrado após a exibição de gala do filme francês "Intouchables", dos diretores Olivier Nakache e Eric Toledano.

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