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Canadá: O Exército Vermelho volta a atacar... na música

13/09/2011 16h33

MONTREAL, Canadá, 13 Set 2011 (AFP) -Após as apresentações no Vaticano e na Otan, um coro formado por militares, que começou a ser chamado Exército Vermelho, na sua apresentação, na França, acaba de conquistar o Canadá. Na realidade, o verdadeiro Exército Vermelho, rebatizado "Exército Soviético" em 1946, não existe há 65 ans, mas a tradição de danças e cânticos, que também representa, com seu coro militar, prossegue marcha vitoriosa na música.

Os artistas de uniforme, com suas vozes possantes, seduzem o público.

No começo, eles entoam o hino nacional do país onde se apresentam, seguido do hino russo, acrescentando, também, no repertório, algumas canções militares locais.

A adaptação ao mundo novo, no qual a Rússia não é mais uma suporpotência militar, não foi muito difícil para eles: trata-se, sempre, de representar a cultura russa.

"Ex-vitrine cultural da potência militar soviética, o conjunto Alexandrov manteve praticamente o mesmo repertório de então, com trechos imortais de Kalinka e Katioucha, as danças dos marinheiros, dos cossacos e dos sabres georgianos.

Para os nostálgicos, oferece uma viagem no tempo.

"Não posso negar; tremo quando ouço 'Sur la longue route', Na longa estrada, numa tradução literal, disse Anna, uma russa quarentona que vive no Canadá há 15 anos. "Faz-nos lembrar nossa infância, nossa juventude", explica sua irmã Svetlana, que veio ouvir o coro que se apresentou em agosto e setembro, com lotação esgotada, de Québec a Toronto, passando por Montreal.

Mas, segundo o diretor do coro, o coronel Leonid Malev, os emigrantes de língua russa são apenas maioria entre nossos espectadores, "talvez 8 ou 10%".

A visita ao Vaticano, na época do Papa João Paulo II, em 2004, também marcou os espíritos. Os artistas dizem que tudo mudou para eles desde a queda do Muro de Berlim, incluindo sua apresentação no QG da Otan na Bélgica, em 2007.

"Quando o convite oficial do Vaticano chegou a Moscou, isso tornou-se um assunto de Estado", lembra-se Malev. "Houve logo uma reunião entre a presidência, o Ministério das Relações Exteriores, a Defesa e o Patriarcado ortodoxo, e finalmente chegou a autorização".

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