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Escritor Tony Parsons fica uma semana em aeroporto para escrever seu novo livro

AFP PHOTO / BEN STANSALL
O escritor Tony Parsons posa sentado em bagagem no aeroporto de Heathrow, em Londres (3/8/2011) Imagem: AFP PHOTO / BEN STANSALL

05/08/2011 19h28

LONDRES, Reino Unido, 5 Ago 2011 (AFP) -O aeroporto de Heathrow, de Londres, agita-se febrilmente, com voos anulados, bagagens extraviadas, famílias que se encontram e se separam - uma fabulosa fonte de inspiração para o britânico Tony Parsons, que estabeleceu residência no local, para escrever seu próximo livro.

Os aeroportos são "uma porta de embarque para a aventura", conta à AFP o escritor de 57 anos, vendo passar os viajantes pelo terminal 5 de Heathrow.

Desde terça-feira e durante uma semana, ele ficará instalado no primeiro aeroporto internacional do mundo, com um acesso ilimitado à torre de controle e às salas de embarque e chegada, que veem passar anualmente 65 milhões de passageiros.

"Acho que o lado glamouroso da viagem em avião acabou nos últimos anos, principalmente depois do 11 de Setembro. Passamos a ver os aeroportos como um lugar onde precisamos tirar os sapatos e o cinto e onde precisamos esperar com paciência, durante horas", constata ele.

"Mas não é necessário empregar muitos esforços para encontrar um drama, vidas e amores perturbados, gente que se encontra e se separa. E, enquanto escritor, isso me atrai enormemente", comenta.

Tony Parsons, autor do romance "Man and Boy", sucesso no Reino Unido, é o segundo escritor a se instalar emHeathrow. O filósofo Alain de Botton viveu aí em 2009 e escreveu um livro bem recebido pela crítica.

Ao contrário de seu predecessor, Tony Parsons quer compor uma obra de ficção, com 5.000 exemplares a serem distribuídos gratuitamente aos passageiros de Heathrow, em outubro.

O livro de contos, intitulado "Departures", Partidas, numa tradução literal, será inspirado na vida dos passageiros e dos 76.000 tripulantes, encarregados de limpeza e funcionários da segurança, que fazem o aeroporto funcionar as 24 horas do dia.

O escritor é, ele próprio, um apaixonado por viagens e passa regularmente por Heathrow com sua mulher japonesa Yuriko.

Imagino um roteiro focalizando a "torre de controle" com um funcionário se apaixonando pela colega, ao vê-la ajudar a fazer pousar um avião em meio à chuva londrina. "Mas não sei se terei muito assunto. Há um pouco de silêncio sagrado lá em cima", observa.

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