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México comemora o centenário de Cantinflas, o Chaplin da América Latina

03/08/2011 15h46

MÉXICO, México, 2 Ago 2011 (AFP) -A celebração, no México, do centenário de nascimento do artista Mario Moreno, o 'Cantinflas', começou nesta semana com a apresentação de um livro comemorativo e mostra de cartazes de filmes e fotos de seus melhores momentos no cinema.

O livro "Mario Moreno 'Cantinflas': o ator, o toureiro, o empresário, o homem", foi apresentado no palácio de Belas Artes pela fundação que recebeu o nome do cômico, considerado o Charles Chaplin da América Latina, e contemplado com o Globo de Ouro de melhor ator em 1957, por seu papel em "A Volta ao Mundo em 80 dias".

"Ao contrário de seu personagem, Mario era um profissional muito sério", disse à imprensa o ator Javier Cordero, que participou com ele do filme "A volar joven", de 1947.

Outras homenagens estão previstas nestas duas primeiras semanas de agosto para comemorar a data de aniversário de Moreno, entre elas, a divulgação de uma seleção de seus mais de 50 filmes, a serem apresentados no canal estatal de televisão e na Cinemateca Nacional, asssim como uma conferência sobre sua influência no desenvolvimento da comédia e do cinema latino-americano.

Cantinflas, nome artístico de Fortino Mario Alfonso Moreno Reyes, nasceu na Cidade do México em 12 de agosto de 1911 e faleceu em abril de 1993, vítima de um câncer de pulmão.

Era de uma família muito humilde e tinha 12 irmãos. A adolescência foi marcada pela pobreza o que o levou a começar a trabalhar muito cedo, primeiro como engraxate e depois como aprendiz de toureiro, motorista de táxi e pugilista.

A vida mudou quando aos 20 anos, como empregado em um teatro popular, teve a chance de substituir o apresentador do espetáculo. Ao inverter frases, trocar palavras e abusar do improviso, Cantinflas, conquistou o público.

Em Hollywood ele teve apenas dois filmes: A Volta ao Mundo em 80 Dias, um sucesso de bilheteria e Pepe, um fracasso de público.

A crítica destaca que os melhores filmes do comediante foram feitos nos anos 40 e 50. Entre os seus trabalhos mais elogiados deste período estão, Os Três Mosqueteiros (1942), O Circo (1943), El Supersabio, O Mágico (1948), O Bombeiro Atômico (1950) e Se Eu Fosse Deputado. Todos escritos para ele pelo seu Jaime Salvador.

Sua popularidade foi tamanha que a Real Academia Espanhola da Língua adotou, inclusive, o uso do verbo 'cantinflear'.

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