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Desfiles de Alta Costura em Paris: drama, poesía e circo

06/07/2011 19h58

PARIS, 6 Jul 2011 (AFP) -A Chanel recriou a Praça Vendôme à luz da lua, a Dior desfilou em um museu, Frank Sorbier ocupou o suntuoso Cirque d'Hiver: os criadores que apresentam suas coleções nas passarelas da Alta Costura consideram o cenário um elemento essencial em seus desfiles.

A passarela de Frank Sorbier, nesta quarta-feira, foi uma mostra de como a Alta Costura é para muitos estilistas uma forma de criar mundos oníricos, e um pretexto para experimentar e também uma forma de dizer o que pensam sobre o mundo em que vivemos.

"Esta coleção gira em torno da natureza, que é uma das principais preocupações de nossa época", disse Sorbier à AFP depois da apresentação de sua coleção para o próximo outono e inverno, intitulada "Ailleurs" (em outro lugar).

A passarela de Sorbier maravilhou tanto por suas estruturadas criações, declinadas em tons de cobre, madeira, verde musgo, como pelo espetacular lugar escolhido para apresentá-la - o histórico Cirque d'Hiver - e, sobretudo, pelo universo dramático e encantado criado para apresentar seus vestidos.

O desfile, que ocorreu no picadeiro do circo transformado em uma floresta, foi aberto com a cantora Shy'm vestida com um terno preto.

As modelos, em forma de travessos espíritos da floresta, giravam e faziam piruetas, usando vestidos fabricados em suaves sedas enrugadas, acompanhados de chapéus e botas de mesmo material.

"Começou com tecidos brancos, e tingimos todas em cores quentes que lembram o 'verão indiano'", para criar um efeito natural, orgânico, como o de uma floresta. O que eu queria era sobretudo criar uma coleção 'antilantejoulas', 'anticostura'", disse o estilista.

Algo inédito desta coleção foi também o fato de ser a primeira vez que um desfile de Alta Costura é aberto ao público, que podia comprar entradas por preços que oscilavam de 35 a 8.000 euros.

Horas antes do desfile de Sorbier, foram os jardins do Palais Royal, a alguns passos do museu do Louvre, que serviram de cenário para a coleção apresentada pela casa On aura tout vu, que propôs calças e vestidos justos, incrustados com adornos metálicos que destacam a silhueta.

E na terça-feira à noite, a Chanel recriou no museu do Grand Palais a praça Vendôme, com sua alta coluna coroada por uma estátua de Coco Chanel - reconhecível por seu pequeno chapéu -, um cenário que fez parte de um desfile cheio de nostalgia e desenhado por Karl Lagerfeld, o diretor artístico da casa.

Os desfiles serão concluídos na quinta-feira, com uma única passarela, a de Azedine Alaia.

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