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Bienal de Veneza abre sua 54ª edição com vídeos, instalações e até quadros invisíveis

02/06/2011 16h29

VENEZA, Itália, 2 Jun 2011 (AFP) - Sob o lema "Iluminações", um jogo de palavras que convida a refletir sobre a inspiração e a identidade, a 54ª Bienal de Arte de Veneza abre suas portas ao público neste sábado com uma seleção de obras de artistas de todo o mundo que impactam por seus vídeos, instalações perecíveis e até quadros invisíveis.

As enormes estátuas de cera que derretem do suíço Urs Fisher e as monumentais onze esculturas de argila e cimento que serão destruídas do artista argentino Adrián Villar Rojas provocam deslumbramento nos sugestivos espaços do Arsenal, com sua linguagem inovadora e até apocalíptica.

O conceito de fim do mundo, do não durável e do efêmero domina nas obras gigantes do artista argentino, de 30 anos, escolhido para a inauguração oficial na sexta-feira do novo pavilhão argentino em Veneza com a presença da presidente Cristina Fernández Kirchner.

"Sinto um orgulho enorme de representar a arte de meu país, não porque eu seja o melhor de todos, mas sim pela boa repercussão que minha obra está tendo na imprensa italiana e estrangeira, o que demonstra que trabalhamos bem e isso é importante", afirmou à imprensa o artista, cuja obra é intitulada "O assassino de sua herança".

Nascido em 1980 em Rosário, Villar Rojas já participou de várias feiras de arte na América Latina e na Europa, e representa de alguma forma as novas gerações do continente.


Como a enorme baleia de madeira, rochas e vidro, "Minha família morta", que foi instalada nas florestas da Patagônia durante a Bienal do Fim do Mundo 2009, de seis metros de altura e construída por uma equipe de 15 pessoas durante dois meses, será demolida.

"Criá-las e depois destruí-las é como acompanhar a agonia de um ente querido, é doloroso, mas não dá para lutar", sustenta o artista.

A prestigiada exposição de arte contemporânea, que ocorre a cada dois anos na cidade de Marco Polo, está pela primeira vez a cargo da crítica de arte suíça Bice Curiger, e conta este ano com um número recorde de participantes: 88 países.

Respeitando o elo condutor do tema da Bienal para 2011, boa parte desses artistas jogam com a luz, a fosforescência e a incandescência, para chegar a suprimi-la, como na obra do suíço Bruno Jakob, que realiza desenhos com água, "invisíveis".

O recurso à luz e suas capacidades plásticas são evidentes nas obras de artistas tão diferentes como o iraniano Navid Nuur, com suas cores psicodélicas e tubos de neon, nos longos telões de seda manchados da italiana Giulia Piscitelli e nas provocações em esculturas com pombos dissecados do mestre italiano Maurizio Cattelan.

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