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Berlinale: espanhola Isabel Coixet apoia em filme defesa de juiz Garzón

14/02/2011 16h51

BERLIM, 14 Fev 2011 (AFP) -A cineasta catalã Isabel Coixet apresentou, nesta segunda-feira, em sessão especial do Festival de Berlim, o filme 'Escuchando al juez Garzón', uma entrevista com o magistrado suspenso da Audiência Nacional da Espanha, que dirigiu para compartilhar sua "convicção de que ele é inocente do que é acusado".

"Ele acredita mais na Justiça da Espanha do que a gente. O mais importante para mim com este trabalho é advertir que as mentiras repetidas contra ele a cada dia na imprensa, estas acusações na rádio e em outros meios fazem mal. Repetir mentiras pode afetar, termina socavando a credibilidade de qualquer um", disse.

Em dezembro passado, Coixet, conhecida por filmes de ficção como "Minha vida sem Mim" e "A Vida Secreta das Palavras", conseguiu por fim convencer o juiz Baltasar Garzón a se deixar entrevistar pelo escritor Manuel Rivas.

"A cada dia ficava mais indignada ao ler as notícias sobre o juiz Garzón, porque sei que ele é inocente. Senti esse impulso. Não sou calculista. Na Espanha precisamos de mais gente como ele, que não fez mais do que cumprir com sua obrigação. Como o diz muito claro no filme, não se considera um herói, um Ivanhoe. Queríamos ouvi-lo, mostrar como se sentia", declarou Coixet.

Atualmente suspenso de suas funções na Audiência Nacional espanhola, Baltasar Garzón, de 54 anos, deve ser julgado pelo Supremo Tribunal, acusado de "prevaricação" por ter querido investigar os crimes do franquismo durante a Guerra Civil, prescritos pela lei e Anistia de 1977.

Na entrevista a Riva, Garzón se justifica dizendo que a prescrição não se aplica "quando um juiz encontra em fossas indícios de mortes violentas, de pessoas com um tiro na nuca ou cadáveres com as mãos amarradas. Seu dever é investigar, estabelecer as causas".

"É um filme muito importante para nós, que estamos tentando durante 60 anos compreender, revelar o ocorrido durante o nazismo", comentou o diretor do Festival de Berlim, Dieter Kosslick, ao apresentar o filme em uma grande sala de cinema situada na antiga Berlim oriental, na rua Karl Marx.

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