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Filme de suspense sobre crise financeira na disputa pelo Urso de Ouro

11/02/2011 20h51

BERLIM, 11 Fev 2011 (AFP) -O cineasta americano JC Chandor imaginou a longa noite que precedeu a explosão da recente crise financeira internacional, com a quebra de um grande banco de investimentos em Wall Street. O filme de suspense "Margin Call", projetado nesta sexta-feira, está em competição pelo Urso de Ouro da Berlinale.

Ajudado por uma plêiade de atores como Jeremy Irons, Demi Moore, Paul Bettany e Kevin Spacey, JC Chandor, jovem cineasta nova-iorquino, conta as 24 horas decisivas que precederam a quebra do banco imaginário - o episódio faz recordar a falência do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, em meio à crise aberta pelos empréstimos hipotecários de risco, subprime.

"A crise financeira foi resultado da avidez de todo um país: os Estados Unidos, com a cobiça derrubando o sistema. Por causa da especulação, os bebês já nascem endividados", declarou Chandor que, ao escrever o roteiro, tentou, de uma certa forma, humanizar os banqueiros que especulam e enriquecem, arruinando outros.

Tudo começa quando um jovem analista, Peter Sullivan, interpretado por Zachary Quinto, examina a contabilidade do banco. Descobre que são falsos os valores sobre os quais está baseada a estrutura da instituição, e que os ativos do setor hipotecário o levou à beira da quebra.

Durante a noite, a revelação se propaga entre os diretores do banco que se reúnem para tentar salvá-lo. John Tuld, o grande patrão, interpretado por Jeremy Irons, ordena que na manhã seguinte, na abertura do mercado, seus corretores se desembaracem de todas as ações podres. A operação terá consequências catastróficas não apenas em Wall Street.

"Em meu roteiro tentei certa moderação. É evidente que a função dos banqueiros é ganhar o máximo de dinheiro que puderem. É fácil criticá-los, por isso quis mostrar que são gente comum, o seu lado humano; por exemplo, a dor que sente um deles quando morre sua cadelinha", declarou Chandor.

Jeremy Irons afirmou por sua vez que o mundo dos bancos "é o menos moral que existe, com cada um tentanto sobreviver. Enquanto uns enriquecem há pessoas que perdem suas casas, porque contraíram empréstimos que superam sua capacidade de pagamento".

JC Chandor analisou as causas que levaram à especulação desenfreada, dizendo que "houve uma orientação errônea dos melhores cérebros de nossa geração. Milhares de pessoas capacitadas, com refinada educação universitária, utilizaram mal seus cérebros, desperdiçando as vidas. Parece-me que, agora, é o momento de consertar esta distorção".

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