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Alicia Alonso completa 90 anos ainda apaixonada pela vida

21/12/2010 17h25

HAVANA, 21 dez 2010 (AFP) -Aplaudida em várias cidades do mundo, a lenda da dança cubana Alicia Alonso, embaixadora cultural da revolução de Fidel Castro, completa nesta terça-feira 90 anos cheia de energia, paixão pela vida e à frente da nova geração de bailarinas, embora esteja praticamente cega e caminhe com dificuldades.

Uma noite de gala no Grande Teatro de Havana, jóia arquitetônica cravada em pleno centro da capital cubana, fechou com chave de ouro um ano de homenagens recebidas não apenas em Cuba como também em países como Estados Unidos, França, Espanha, Canadá e Grã-Bretanha.

Acompanhada por seu marido Pedro Simón, diretor do Museu da Dança, em quem se apoiava para caminhar, Alicia compareceu, como de costume, elegantemente vestida ao tributo que artistas cubanos lhe ofereciam e no qual esteve presente o ministro da Cultura, Abel Prieto.

"Noventa anos, mas eu corto o zero, porque os zeros não valem nada", brincou durante uma das muitas homenagens recebidas por esta mulher, exemplo de rigor e tenacidade, que diz ter mais força à medida que o tempo passa.

Fundadora do Balé Nacional de Cuba (BNC) e embaixadora da Boa Vontade da UNESCO, ela recebe nesta terça-feira a homenagem de várias gerações de bailarinas e organizações estudantis na sede da companhia, enquanto que o programa oficial de televisão Mesa Redonda será dedicado a sua obra.

Nascida em 21 de dezembro de 1920, Alicia Martínez del Hoyo, neta de espanhóis e filha de um veterinário militar, mostrou desde bem pequena sua preferência pela dança e viajou com sua família aos Estados Unidos, onde terminou sua formação em dança em Nova York.

Alicia, que leva o nome de seu primeiro marido, o coreógrafo Fernando Alonso, é considerada uma das bailarinas mais importantes do mundo e ostenta o status de "prima ballerina assoluta".

Começou no papel principal de "Giselle" no Metropolitan Opera House de Nova York em 2 de novembro de 1943, jogando por terra o mito de que os latino-americanos não poderiam interpretar um clássico de balé.

Em 1948 fundou sua própria companhia, que se transformou no BNC depois do triunfo da revolução de Fidel Castro em 1959, da qual foi uma firme defensora. "Em Cuba, sem nenhuma demagogia e com muito prazer, podemos dizer que o balé é uma arte do povo", declarou.

Quando tinha apenas 20 anos, ela superou um descolamento de retina em ambos os olhos que quase tirou a dança de sua vida, mas o mal progressivo a levou a dançar conduzida pelas luzes no cenário.

E Alicia, como familiarmente os cubanos a chamam, não pensa em limites nem em limitações. "Quero viver 200 anos", disse uma vez.

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