Topo

Seis jeitos diferentes de assistir aos shows do Lollapalooza

Púbico lota shows do Lollapalooza Brasil 2019 - Mariana Pekin/UOL
Púbico lota shows do Lollapalooza Brasil 2019 Imagem: Mariana Pekin/UOL

Leonardo Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

07/04/2019 07h48

Na imensidão do autódromo de Interlagos, existem mil maneiras de assistir a um show do Lollapalooza, e cada um inventa uma. Há os que correm como loucos para ver o ídolo de pertinho, sem se preocupar muito com conforto e segurança, enquanto outros se dão por satisfeitos a uma distância de um campo de futebol do palco e não trocam essa visão panorâmica por nada.

Qual é o seu perfil de espectador de eventos musicais? Veja abaixo alguns deles, encontrados no festival.

  • Iwi Onodera/UOL

    Nem lá, nem cá

    Existe um local afastado, em um morro entre os palcos Adidas e Onix, em que é possível assistir tranquilamente dois shows seguidos do Lollapalooza sem sair do lugar. E lá estavam os amigos Ana Ferrari a Alex Dona, ambos estudantes de 18 anos. "Gostamos de ficar por aqui porque estamos interessados nos dois palcos. Queríamos ver Lany, no lado do Adidas, e em seguida o Bring me the Horizon, no Onix. É só virar de lado", explica Alex. Outra vantagem, além da vista panorâmica. "Aqui é melhor porque não tem calor, aglomeração, confusão. Podemos sentar, curtir e sair sem stress", completa Ana.

  • Leonardo Rodrigues/UOL

    Na grade 

    A emoção de ver um ídolo a poucos metros de distância demanda esforço e dedicação. É preciso chegar cedo, sacrificar idas ao banheiro e comer o mínimo. Se você está em grupo, é sempre melhor. Afinal, você terá alguém guardar o seu lugar. No calor do show, eventuais "encoxadas" são normais. "É bom vir para cá quando você é uma pessoa pequena, que não consegue ver bem de longe. Fora que nada substitui essa proximidade. O som também é melhor. O único problema é quando tem uma grua na sua frente, mas este ano felizmente eles tiraram", diz a jornalista Luciane Boka, 34, que se revezou com o marido para não perder o posto.

  • Leonardo Rodrigues/UOL

    Turma do fundão

    Eles representam o espírito mais de "boa" do festival. Nem sempre são tão fanáticos assim pelo artista, nem necessariamente os mais jovens. Mas ficar atrás tem suas vantagens. Uma delas é a facilidade de locomoção, e isso é importantíssimo em um festival como o Lollapalooza, com seus quatro palcos. "Daqui você tem visão aberta, e, com os telões, vê tudo sem problemas. Como o festival é um local aberto, o som é bom mesmo aqui atrás. Quase não tem interferência de eco", avalia o consultor de TI João Galdino, 45 anos.

  • Leonardo Rodrigues/UOL

    É de ladinho que eu me acho

    Eles não estão ali por vontade, mas por necessidade. Assistir ao show com uma visão lateral significa estar no meio do caminho: você provavelmente gosta bastante do artista em questão, mas não tanto a ponto de sacrificar sua integridade física em meio à muvuca da pista, na parte central em que a aglomeração é mais densa. Mas este não deixa de ser um local interessante. "Tem gente que curte ficar ali na frente, mas acho um rolê meio errado. Daqui de lado, muitas vezes, você fica mais perto da vocalista do que muita gente que está se matando no meio", afirma o diretor de arte Lucas Ramos, 23.

  • Leonardo Rodrigues/UOL

    No alto da "montanha"

    Quem frequenta o Lolla sabe que um dos points mais concorridos para assistir aos shows do palco principal fica na lateral esquerda do palco, mais ao fundo. O barranco íngreme próximo a um dos letreiros do festival costuma ficar lotado quando as atrações principais estão em ação. A escalada por si só é um desafio, mas, para muitos, compensador. "O melhor é a visão ampla, tanto dos shows como das pessoas. Dá para ver tudo que acontece no festival. Como muita gente vem para cá assistir sentada, também dá a possibilidade de fazer amigos", opina o linguista Robert Freitas, 26, que veio de Belém.

  • Leonardo Rodrigues/UOL

    Eu vou pra galera

    É apertado? Geralmente. Faz calor? Costuma fazer bastante. É indicado a pessoas com tendência à claustrofobia? Nem pensar. Então que raios faria alguém se embrenhar no meio da galera para ver o show bem de frente pro palco? Há dois argumentos centrais: 1) a visão e o som são privilegiados, os melhores do Lolla; 2) é ali que bate o coração do show, onde a energia da plateia pulsa mais forte. "Estou acostumada a assistir assim. Como estou sozinha, fui entrando. Dá pra ver de perto e ainda ver todos os detalhes do telão. É mais legal", sintetiza a farmacêutica Jane Gomes, 55 anos.