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Oito curiosidades sobre o excêntrico fundador do circo mais antigo do mundo

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As atrações do Ringling: Muitas das vezes elas estavam ali por ser a única fonte de renda possível Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

16/01/2017 21h00

O anúncio de que o circo norte-americano Ringling Bros. and Barnum & Bailey fechará as portas após 146 anos de atividades gerou lamento, mas também comemorações por parte do público.

Fundado em 1871 por P.T. Barnum, o circo mais antigo do mundo já sofria críticas há alguns anos por seguir usando animais em suas apresentações.

Seu fundador, Phineas Taylor Barnum, ganhará uma cinebiografia prevista para estrear no final de dezembro com Hugh Jackman no papel principal. 

Batizado de "The Greatest Showman", o filme terá ainda Michelle Williams, Zac Efron e Rebecca Ferguson no elenco.

Enquanto "The Greatest Showman" não chega às telonas, veja alguns fatos sobre a nada comum vida do excêntrico personagem que morreu em 1891, aos 80 anos.

As loucuras de P.T. Barnum

  • Imagem: AP
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    Tudo começou bem antes do circo

    P.T. Barnum já tinha 60 anos completos quando fundou o "P.T. Barnum's Grand Traveling Museum, Menagerie, Caravan, and Circus", em 1871, no Brooklyn, em Nova York. O show itinerante surgiu depois de dois incêndios no museu com uma coleção de bizarrices que ele mantinha desde 1842. Seu talento para os negócios começou cedo. Ele vendia bilhetes de loteria e rum para os soldados americanos desde os 12 anos. Aos 21, ele já tinha uma loja, uma lotérica e o seu próprio jornal.

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    A escrava de 161 anos

    Em 1835, quando tinha apenas 25 anos, P.T. Barnum comprou uma escrava, Joice Heth, que ele dizia ter 161 anos. A mulher teria cuidado de George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos, que viveu até 1799. Bernum levou Joice para uma pequena turnê na Nova Inglaterra. As pessoas compravam ingressos para ouvir as histórias que ela contava sobre o "pequenino George". Para aumentar ainda mais o interesse do público, o próprio Barnum espalhou o boato de que a mulher era controlada por um ventríloquo. Em 1836, quando Joice Heth morreu, a autópsia revelou que ela não tinha nem 80 anos. Ou seja, não poderia ter cuidado do "pequenino George", nascido 104 anos antes. Barnum pagou US$ 1000 pela escrava, o mesmo que lucrava semanalmente com a "atração".

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    O menino anão

    Em 1842, 29 anos antes de abrir o circo, Bernum conheceu o pequeno Charles Sherwood Stratton, de apenas 4 anos. Ele treinou o menino para aprender a dançar e cantar e o levou para uma turnê pela Europa. O menino, que era anão, chegou a se apresentar até mesmo para a rainha Vitória da Inglaterra. Anos depois, conhecido pelo nome de General Tom Thumb, o anão seguiu se apresentando como uma das atrações do circo.

  • Imagem: AFP
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    Sereia de verdade

    A "Fejee Mermaid" era um esqueleto apresentado por Barnum como sendo de uma sereia de verdade desde a época em que ainda mantinha apenas um museu. Mas tudo não passava de um trote. A sereia nada mais era que a junção de um tronco e cabeça de um macaco com um enorme rabo de peixe.

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    O elefante Jumbo

    O elefante africano Jumbo chegou ao circo em 1882. Vindo de Londres, onde sua venda foi controversa por ser considerado um tesouro da cidade, o animal foi responsável por grandes audiências no circo até sua morte, em 1885. Ele foi atropelado por um trem durante uma performance em Ontario. O público americano literalmente adotou Jumbo e sua fama ajudou a popularizar o nome como um sinônimo de grande.

  • Imagem: AP Photo/Jacob Harris
    AP Photo/Jacob Harris
    Imagem: AP Photo/Jacob Harris

    O desfile sobre a ponte do Brooklyn

    Em 1884, só um ano depois da inauguração da ponte do Brooklyn, que na época era a maior ponte suspensa do mundo, P.T. levou 21 elefantes e 17 camelos para marchar sobre a construção, vista como insegura por boa parte da população de Nova York. Além de servir como publicidade para o circo, o episódio ajudou a população a recuperar a confiança na estabilidade da estrutura, que deixou 27 operários mortos durante sua construção.

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    "O Maior Espetáculo da Terra"

    Com a força de atrações como os animais grandiosos, como o elefante Jumbo (que depois da morte passou a ter seu esqueleto exposto), do anão dançarino e cantor e da sereia de verdade, P.T. Barnum se juntou a James Bailey em 1881 e fez uma fortuna com o circo criado por ele 10 anos antes e apresentado como "The Greatest Show on Earth", ou seja, O "Maior Espetáculo da Terra", slogan publicitário usado até hoje, faltando poucos meses para o fechamento definitivo.

  • Imagem: REUTERS/Andrew Kelly
    REUTERS/Andrew Kelly
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    Obituário e biografia revisados

    Fascinado pela própria biografia, P.T. Barnum chegou a pedir que a imprensa liberasse seu obituário em vida para que ele pudesse revisar. Publicada em 1854, a autobiografia "The Life of P.T. Barnum, Written by Himself" (A Vida de P.T. Barnum, Escrita Por Ele Mesmo) era revisada e atualizada constantemente pelo próprio. O livro chegou a vender 1 milhão de cópias enquanto ele ainda estava vivo. Barnum morreu em 7 de abril de 1891 em Bridgeport, Connecticut. Até hoje a cidade mantém um museu sobre o empresário do entretenimento. Com uma breve passagem pela carreira política, ele chegou a ser prefeito da cidade em que está enterrado em um cemitério projetado por ele mesmo.

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