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5 coisas para amar e 5 para odiar em "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada"

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Em "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada", Harry tem 37 anos e problemas para se relacionar com seu filho mais novo, Alvo Severo. Ao lado de seu melhor amigo, Escórpio Malfoy, o garoto se envolve em uma trama sombria, com direito a viagens no tempo Imagem: Divulgação

Natalia Engler

Do UOL, em São Paulo

04/11/2016 06h00

Não são 19 anos, como dizem as propagandas (afinal, "Harry Potter e as Relíquias da Morte" se passa em 1998, mas foi publicado em 2007), mas já fazia um bom tempo que os fãs de Harry Potter não tinham uma nova história para devorar, e eles lotaram as livrarias mundo afora para receber o lançamento de "A Criança Amaldiçoada" (que chegou ao Brasil na segunda-feira, 31).

Mas, passada a euforia inicial, a reação à oitava história da série foi, digamos, agridoce. Muita gente se contentou apenas com o fato de ter um novo livro, mas os fãs mais exigentes terminaram a leitura um pouco decepcionados com a publicação, que na verdade é a versão em livro da peça teatral que está em cartaz em Londres.

Por aqui não foi diferente. Sem conseguir decidir se amei ou odiei a "A Criança Amaldiçoada", conto o que dá para amar e o que não tem salvação no livro, e deixo para você tirar suas próprias conclusões.

ATENÇÃO, SPOILERS! ESTE TEXTO REVELA DETALHES MENORES SOBRE "HARRY POTTER E A CRIANÇA AMALDIÇOADA". SE VOCÊ NÃO QUER SABER NADA DA TRAMA, NÃO CONTINUE A LEITURA.

5 coisas para amar em "A Criança Amaldiçoada"

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    1. Eles voltaram!

    Para quem cresceu acompanhando as histórias do trio formado pelo bruxinho órfão e seus inseparáveis amigos Hermione e Rony, uma nova história é como reencontrar velhos amigos que não víamos há tempos, o que já é motivo suficiente para comemorar. Mesmo que a nova história seja o roteiro de uma peça teatral, e não propriamente um livro inédito.

  • Imagem: Manuel Harlan/Divulgação
    Manuel Harlan/Divulgação
    Imagem: Manuel Harlan/Divulgação

    2. Ainda são gente como a gente

    Se você, como eu, era adolescente quando os livros saíram, hoje está perto ou já passou dos 30, como Harry, Rony e Hermione em "A Criança Amaldiçoada" --no começo do livro, ficamos sabendo que Harry tem 37. Isso significa que, apesar da magia, os dramas deles continuam próximos dos de qualquer pessoa da mesma faixa etária: o relacionamento com os filhos, o trabalho, as responsabilidades da vida adulta, o casamento...

  • Imagem: Manuel Harlan/Divulgação
    Manuel Harlan/Divulgação
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    3. E evoluíram

    Hermione --que, vamos combinar, sempre foi a melhor personagem- conquistou o lugar que sempre mereceu: o de Ministra da Magia, a maior autoridade mágica do Reino Unido, e ela parece estar fazendo um ótimo trabalho. Fora que é uma mensagem e tanto ter uma mulher, e filha de humanos comuns, ocupando uma posição importantíssima no mundo bruxo. Harry também evoluiu, ocupa o cargo de diretor de Execução das Leis da Magia, mas tem problemas com a paternidade --o que era de se esperar para alguém que nunca teve pais e perdeu quase todos que tentaram sem uma figura paterna pra ele. O único que ficou pra trás é Rony, mas isso é assunto pra segunda parte desta lista.

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    4. Tem pra todas as idades

    Mas nem só de "velhos" é feita a nova história: os verdadeiros protagonistas são Alvo Severo Potter, o filho mais novo de Harry, e Escórpio Malfoy, filho de Draco, o antigo desafeto do trio de amigos nos livros originais. E são esses dois que garantem que novos leitores se identifiquem com a história, que segue o mesmo molde das aventuras que Harry, Hermione e Rony viveram juntos quando estavam em Hogwarts. Eles também são bem diferentes de seus pais, e isso é bom.

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    5. Uma reunião aguardada

    Não faria sentido ressuscitar qualquer personagem, mas mesmo assim "A Criança Amaldiçoada" nos presenteia com um reencontro muito esperado: com Alvo Dumbledore, o diretor de Hogwarts que conduziu Harry para seu destino de salvador do mundo bruxo, mas pereceu na guerra. Na verdade, o reencontro é com seu retrato, mas mesmo assim Harry tem a chance de ouvir um pedido de desculpas pelos erros que Dumbledore cometeu, e uma confissão de que o diretor tomou todas as suas decisões por amor a Harry, mesmo quando estava errado.

E 5 coisas para odiar

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    1. É uma peça --e não foi escrita por J.K. Rowling

    Sim, "A Criança Amaldiçoada" não é um romance, mas o roteiro de um espetáculo teatral escrito pelo dramaturgo Jack Thorne e baseado em uma ideia dele, de J.K. Rowling e do diretor da peça, John Tiffany. O fato de o livro não ter saído direto dos dedos e da cabeça da escritora pode explicar algumas incoerências dos personagens, e o formato de roteiro significa muito diálogo e pouca ação. Então, mesmo que as críticas digam que a montagem em si é bem boa ao vivo, a leitura pode ser um pouco chata pra quem não está acostumado com textos teatrais.

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    2. Vários livros em um

    Ao final da história, a sensação é de que espremeram vários livros em um (não por acaso, a peça tem duas partes e dura quase seis horas, no total), com viagens ao passado que acabam provocando grandes mudanças no futuro, e todas as tentativas para colocar as coisas de volta no lugar. Ou seja, tem coisa demais acontecendo ali, e nem sempre fica bem explicado. Inclusive a revelação da identidade do(a) grande vilão(ã) da história e sua ligação com Voldemort (o "Lorde das Trevas", vocês sabem, né?), que é explicada por uma profecia que nunca tinha aparecido no universo mágico criado por Rowling. Ah, e o mal também tem que ser derrotado em 300 páginas, coisa que nos livros originais levou milhares de páginas.

  • Imagem: Manuel Harlam/Divulgação
    Manuel Harlam/Divulgação
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    3. Às vezes, não faz sentido

    O acontecimento que acaba desencadeando toda a ação também é difícil de engolir: a gente sabe que Alvo tem problemas para se relacionar com o pai e sua fama, mas não faz muito sentido ele decidir voltar no tempo para salvar Cedrico Diggory (o garoto que vence o Torneio Tribuxo com Harry em "O Cálice de Fogo" e acaba morto durante o retorno de Voldemort) após escutar escondido UMA conversa de Harry com o pai de Cedrico. Considerando a relação ruim de Alvo com seu próprio pai, é difícil comprar até a ideia de que ele soubesse quanto essa morte marcou Harry. E todo o resto acontece por conta dessa decisão mal explicada.

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    4. Rony é um bobão

    Dos três amigos, Rony é o único que parece não ter muita serventia para a história. É claro que Hermione e até mesmo Harry são coadjuvantes, mas Rony virou apenas um alívio cômico, meio no estilo "tiozão do pavê". Ele mais parece uma versão mais velha dos gêmeos Fred e Jorge, seus irmãos mais velhos, pregando peças nos outros o tempo todo, e inclusive administra a Gemialidades Weasley, loja fundada por eles. Talvez a morte de Fred tenha feito Rony se aproximar mais de Jorge, ou algo assim, mas isso não é explicado em "A Criança Amaldiçoada".

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    Manuel Harlan/Divulgação
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    5. Hermione recalcada

    Eu já disse que a trama envolve viagens no tempo, né? Nessas viagens, Alvo e Escórpio acabam alterando o passado e criando realidades alternativas. Em uma delas, Hermione é professora de Defesa contra as Artes das Trevas em Hogwarts, e se tornou uma pessoa amargurada porque nunca chegou a se casar com Rony. Ok, a gente sempre torceu por esse casal, mas já é um pouco demais (e até machista!) achar que uma menina brilhante e corajosa como a Hermione se tornaria eternamente infeliz porque as coisas não deram certo entre eles. Aliás, toda a trama é um pouco injusta com as mulheres, que na maior parte do tempo servem apenas de "acessórios".

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