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Filme com nudez e masturbação vence Urso de Ouro no Festival de Berlim

Reprodução
Cena do filme "Touch Me Not", da cineasta romena Adina Pintilie Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

24/02/2018 16h10

O filme experimental "Touch Me Not" ("Não Me Toque", em tradução livre), da cineasta romena Adina Pintilie, venceu o Urso de Ouro do Festival de Cinema de Berlim, prêmio principal do evento. A entrega do troféu, eleito por um júri de seis pessoas liderado pelo diretor alemão Tom Tykwer, aconteceu em uma cerimônia na tarde deste sábado (24).

"Touch Me Not" é o resultado de um projeto de pesquisa da diretora sobre intimidade e sexualidade, em que personagens buscam respostas para suas obsessões ou medos em relação ao contato corporal. São pessoas reais, atores e não-atores, inseridos em uma narrativa fictícia, e a própria Adina participa. Entre eles há também Laura Benson, uma cineasta de 50 anos que não gosta de ser tocada, e Tómas Lemarquis, um jovem ator-bailarino que participa de terapia corporal com pessoas com deficiências congênitas.

O longa mostra cenas de nudez e masturbação que, segundo relatos da imprensa internacional, incomodou alguns espectadores, que deixaram a sala durante a exibição. 

Outros prêmios

O Grande Prêmio do Júri, segundo troféu mais importante do festival, foi para o filme "Mug”, da polonesa Malgorzata Szumowska. O cineasta americano Wes Anderson levou o Urso de Prata de melhor direção pela animação "Ilha de Cachorros", sobre uma cidade japonesa que deporta seus cachorros para uma ilha de depósito de lixo durante a eclosão de uma gripe canina.

O filme paraguaio “Las Herederas", dirigido por Marcelo Martinessi e só com mulheres no elenco, levou dois troféus: melhor atriz para Ana Brun, e contribuição artística. A produção, que retrata uma mulher homossexual burguesa já na idade madura em busca de um novo começo, fez história como o primeiro filme do Paraguai em competição na Berlinale.

O prêmio de melhor ator foi para o francês Anthony Bajon, por viver um ex-dependente de drogas em busca de cura em uma instituição católica no filme "La Prière", de Cedric Kahn.

O Festival fez uma menção especial no prêmio de melhor estreia: o troféu foi concedido ao filme "An Elephant Sitting Still", dirigido pelo jovem chinês Hu Bo, que se matou em 2017, aos 29 anos.

O ator americano Willem Dafoe foi homenageado pelo Festival de Berlim com o Urso de Ouro de Honra, que premia a carreira do ator, marcada pela grande versatilidade de personagens interpretados.

Brasil premiado

O filme "O Processo", documentário de Maria Augusta Ramos sobre o impeachment de Dilma Rousseff, entrou no top 3 de melhor documentário escolhido pelo público do Festival de Berlim. O filme ficou em terceiro lugar na mostra Panorama, a segunda mais importante do evento.

Na noite de sexta-feira, o Brasil também saiu vencedor em dois prêmios importantes em Berlim. "Tinta Bruta", de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon , levou o Teddy Award (específico para filmes de temática LGBT) de melhor longa de ficção e, neste sábado, recebeu o prêmio da Confederação Internacional de Cinema de Arte e Ensaio. Já "Bixa Travesty", de Kiko Goifman e Cláudia Priscilla, sobre a cantora Linn da Quebrada, ganhou o Teddy de melhor documentário.

Por sua vez, "Zentralflughafen THF", um documentário sobre o centro de apoio a refugiados instalado no antigo aeroporto de Tempelhof na capital alemã, recebeu o prêmio Anistia internacional. O filme, uma coprodução franco-alemã, foi dirigido pelo brasileiro Karim Aïnouz, que em 2014 concorreu ao Urso de Ouro na seção oficial do Festival de Berlim com "Praia do Futuro".

Os vencedores

Urso de Ouro de melhor filme: "Touch Me Not", de Adina Pintilie.

Urso de Prata Prêmio Especial do Júri: "Mug", da diretora polonesa Malgorzata Szumovska.

Urso de Prata Prêmio Alfred Bauer para "filme que abre novas perspectivas": "Las Herederas", do diretor Marcelo Martinessi.

Urso de Prata de melhor diretor: Wes Anderson, por "Ilha de Cachorros".

Urso de Prata de melhor atriz: paraguaia Ana Brun, por "Las Herederas".

Urso de Prata de melhor ator: francês Anthony Bajon, por "La Prière".

Urso de Prata de melhor roteiro: "Museo", do roteirista Manuel Alcalá e do diretor Alonso Ruizpalacios, ambos mexicanos.

Urso de Prata de "desempenho artístico excepcional" para a russa Elena Okopnaya pelo cenário de "Dovlatov".

Melhor documentário: "Waldheims Walzer", da diretora austríaca Ruth Beckermann.

Urso de Ouro de melhor curta-metragem: "The Men Behind the Wall", da diretora israelense Ines Moldavsky.

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